Levantou e seguiu para pegar um café. De praxe, faz isso pelas manhãs e tardes que passam por nós. Nenhuma novidade, nenhum stress, nenhum enredo. Pegar – café – colocar – açúcar – falar um pouco – volta ao local de trabalho. Esse era o trajeto, era o objetivo. Uma porta abriu, pessoas, diferentes, estranhas, pessoas, saíram. Um par de olhos lá ficou, olhando para seu computador, fechando pauta. Ela parou. Olhou essa pessoa nova, estranha, interessante, pessoa que estava ali. Bateu lá no fundo. Mas a volta ao caminho de sempre fez sumir, os olhos. A idéia.
Passaram dias, e aqueles olhos não voltaram. Depois apareceram, eles tinham cor, e ela os viu novamente. Viu, e bateu. Bateu de novo. E de novo, de novo, de novo. Dias ser ver, fazia falta, não iluminava, mas o dia corria, o seu trajeto natural e corrido.
Permaneceram assim, durante um tempo, uns olhos viam os outros que não viam os uns. Ela era invisível aos olhos que a faziam sorrir. Passava, mudava o caminho, ia e voltava, mas os olhos de cor continuavam cegos ao seu caminhar. Ela desistiu. Esses olhos tinham a quem olhar. Tempo corrido, noites em claro, oportunidades, olhos novos, fez-se o tempo. De tanto passar e tentar se fazer notar, os olhos olharam. Sem interesse, sem. Mas olharam, a invisibilidade passara, e estava a um passo de tornar-se qualquer coisa: desprezo, raiva, sei quem é, alguém, uma mulher, um desejo.
Aqueles olhos de cor... Aquele dono dos olhos de cor: frases soltas, fechado, arredio, intenso, sarcástico, desafiador. Os olhos que olham: derretidos, sonhadores, intensos, tímidos, desejosos. Era assim que se constituía o dia para eles. As percepções começaram a aumentar, existia no ar um interesse, seja qual for, mas existia. A vontade de conhecer, talvez, o interior desses olhos. Não se pode ser apenas olhos. Existe mais. Os olhos que não eram vistos (agora eram) ouvira um dia: “ ...e ele era casado há 13 anos, apaixonado, um dia, numa festa , encontrou uma mulher e apaixonou-se perdidamente. Hoje, faz 22 anos que estão juntos. E você, vai fechar seus olhos quando estiver diante do amor da sua vida?” Os olhos entraram em órbita, mil pensamentos, mil verdades, mil mentiras... Resolveu que não fecharia seus olhos, e se aqueles olhos que ela via tão intensamente deveriam ao menos saber que ela existia, de verdade, e se fossem para olhar para ela pro restos das suas vidas, assim seria. Assim será.
E, numa manhã de alegria extrema, sabe-se lá por que, os olhos se olharam intensamente, e os olhos do desejo piscaram, para os olhos que sentiam. Foi intenso. Eles mudaram suas rotinas. Café, corredores, escadas, cigarros, portaria, se tentam. Tentam aproximação, ainda em vão. Mas vão. O que tiver que ser visto, será. Pelos olhos, pela vida, pelo amor.
Carol Luz – um momento que não é qualquer... 20 de outubro de 09.
Fases de mim, e o que fazes de mim. Pensamentos, dicas, críticas, choros, risos o que fizer parte da fase.
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terça-feira, 20 de outubro de 2009
domingo, 4 de outubro de 2009
Quem tem bom senso, jamais comete uma loucura de pouca importância
Li essa frase e entendi que ela é primordial para a minha a vida atualmente. Pois, tenho feito exatamente o contrário. Muita importância para qualquer coisa, das mais banais, daquelas besteiras que a gente nunca deu atenção. De repente, nos sentimos atingidos por pedrinhas que mais parecem pedregulhos. Tempestade em copo d água. Sabe como é... A gente perde oportunidades, ganha problemas, e uma baita dor no estômago. Mas é assim que a gente aprende. Ninguém nessa vida sabe tudo. Ninguém. Tem quem acredite, tem que deseje, mas não há. Vivo cada dia aprendendo com todos os meus erros. Eu erro muito, erro como ser humano, como profissional. Erro e admito. Mas não gosto de errar. Isso consome, dói, machuca. Apesar de acreditar na imperfeição, exijo de mim a alma, o ápice da perfeição que... Não existe! Uma pessoa contraditória, sim, eu sou.
Eu ando sem bom senso. Às vezes não sei nem se tenho. Tenho uma ânsia, uma loucura devastadora em mim. Tenho faltas, necessidades, apreensões, só não tenho medo. Estou vivendo aos tropeços, pelos meios, procurando uma direção que às vezes perco. E é dessas sensações que surge, nasce, brota a falta de bom senso. Ter bom senso é ter equilíbrio, e no momento, estou pendendo mais para um lado do que pra outro.
Há momentos na vida que a gente precisa sair de cena pra se entender, pra se equilibrar, energizar. Eu estou nesse momento. Trabalhar muito, focar no progresso do ser que trabalha e da vida que se segue. Tenho que aceitar como sou e pra onde quero ir, e me desfazer daquilo que não me serve...
Que a vida me brinde com a paz... com o bom senso e a capacidade de ver e sentir, de forma pura. Adiante!
ps: momento = colocando pra fora, e deixando que os outros vejam o eu.
Eu ando sem bom senso. Às vezes não sei nem se tenho. Tenho uma ânsia, uma loucura devastadora em mim. Tenho faltas, necessidades, apreensões, só não tenho medo. Estou vivendo aos tropeços, pelos meios, procurando uma direção que às vezes perco. E é dessas sensações que surge, nasce, brota a falta de bom senso. Ter bom senso é ter equilíbrio, e no momento, estou pendendo mais para um lado do que pra outro.
Há momentos na vida que a gente precisa sair de cena pra se entender, pra se equilibrar, energizar. Eu estou nesse momento. Trabalhar muito, focar no progresso do ser que trabalha e da vida que se segue. Tenho que aceitar como sou e pra onde quero ir, e me desfazer daquilo que não me serve...
Que a vida me brinde com a paz... com o bom senso e a capacidade de ver e sentir, de forma pura. Adiante!
ps: momento = colocando pra fora, e deixando que os outros vejam o eu.
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