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quarta-feira, 8 de junho de 2016

Repleta

Estarei sempre repleta.

Seja de silêncio, seja do que for.

Sinto – me parte totalmente integrante desse universo complexo no qual a maioria se quer, gasta tempo sem ser com si mesmo.

Não serei passiva. A vida ferve e eu a rumino. Não como, mas observo. Rumino e em determinado tempo, engulo com prazer. E assim, absorvo.

Estou repleta da certeza do vazio que tenho daquilo que não sei. E não saberei.

Completo-me inteiramente do saber que sei, do olhar que enxergo, do amor que aceito.  E do que não sei.

Quero estar ao lado por plenitude, por olho no olho, pela gargalhada.

Desejo um mundo que se transborde em si, por ser, humano.

Quero permanecer repleta do amor que se realiza no encontro do que somos e como somos. Te quero ser. Não te quero ter.


C.L.: 08/06/16
Encontro-me repleta de indagações.

Quando nos encontramos com nossos maiores temores, podemos o quê?

Eu, decidi enfrentar. Não ao demônio, mas a mim.


C.L.: Começo. 08/06/16

Poemas sem título

Me liberto desse calabouço no qual vivo por simples, e delicioso, prazer de ver a luz.
Luz que não direciona, mas guia.
Luz que não ofusca, mas brilha.
Encontro-me comigo fora, porque dentro, sempre será uma grande contradição de viver.
Não tenho muito tempo para viver os outros, talvez por isso, o calabouço.
Calo-me de crença e pudor. De amor em amor. De entrelace e de permanência.
Calo-te. Não. Cale-te.
Sua conclusão indetermina minha liberdade.
Livro-me do que não é meu, e não quero dar a você nenhum vestígio disto. Por que é meu.
Apesar das histórias entrelaçarem-se. APESAR.
Nada, a não ser a minha existência, abre a porta pra você.
A porta do calabouço . A porta. Aporta. Se comporta.
Tenho todas elas em mim e nenhuma agora. Essas palavras...estas comportam as paredes, o chão, qualquer móvel deste calabouço. E calo-me. E não calo-me.
Procuro transbordar-me em essência vital para que vocês venham,
Faço de mim caminho, alinho. Resistência.
E diante do amor e respeito que tenho ao seu caminho, reaprendo a saber usá-las, colocando toda e qualquer uma de vocês em estado de vigilância e abertura para que possamos viver, novamente, nossa vida.


C.L. – recomeço. 08/06/16