Você não acha? Pois eu acho que devo te pedir licença sim. Peço a permissão pra gostar do meu jeito, de esperar enquanto me for possível, de acreditar em qualquer sonho que venha. Não? Mas essa vida é minha, e farei dela o que quiser. Sentirei nela o que me aconchegar. Mas porque tanto receio do que eu sinto? Deixe-me assim e fique por ai com seus feelings. Infelizmente não consigo crer que você ache isso um problema tão grande, afinal, que deverá lidar com as frustrações sou eu. Arruma-se a casa em que dormimos para que venha uma manhã de sol morno. Sim, metáforas, gosto delas. A sua concretude não conseguirá abater o que está aqui. Deixarei você e seus vícios, desejos, medos, objetivos ai, nesse cantinho, mas manterei a mão estendida para quando você precisar. Claro, respeitarei, mas não posso ser tolhida de sentir, já disse isso. O que me faz continuar sentindo? A certeza do encaixe. Nem é uma necessidade física de dividir vida, é mais a absoluta certeza do encaixe que se traduzirá em felicidade plena. Amigos têm encaixes perfeitos, não é? Não estou fugindo do contexto, estou assumindo e digerindo, só isso. Falo, claro que falo, quando convém. Mais um café, por favor? Oi? Hein? Que seja. Acho que você deveria vestir as roupas que lhe couberem melhor. Eu cá tenho as minhas e de certa forma elas me aquecem. Não precisa se despir para tentar me fazer sumir, pode pedir, mas peça com a certeza absoluta de que você quer. Mas eu não parei aqui por você, foi você quem veio a mim, lembra? Eu estava naquele lugar, naquela hora, sozinha, livre, feliz, e você apareceu. E foi você quem me pediu. E eu disse sim. Se diria de novo? Para que você quer saber? Acabou de dizer que eu deveria seguir as rotas traçadas com as mãos vazias, e farei. E sabe por quê? Quero ver você feliz, e se a felicidade agora é essa busca pela identidade, faça. Se encontre, e depois, quem sabe, nos reencontramos. Já falei a você que acredito no destino e no universo, e o que estiver lá escrito, não tem quem mude aqui.
A licença é minha, eu dou e eu retiro. E agora, nesse momento da vida, eu escolhi ter a licença para sonhar.
C.L.: ouvindo por ai... ao som de Tanto mar - Chico Buarque
22/07/2011
Fases de mim, e o que fazes de mim. Pensamentos, dicas, críticas, choros, risos o que fizer parte da fase.
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sexta-feira, 22 de julho de 2011
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Caminhos
Passamos os últimos dias sem muitas conversas ou intimidades, aliás, andamos assim nos últimos. Em algum momento leio em mim as ações que talvez você esteja realizando, não tenho lá muita certeza sobre elas, menos ainda se a minha imaginação está de acordo com a sua atitude. Uma despedida, uma palavra, uma nova chama. Foi assim há poucos dias, será assim novamente? Imagino que entre as minhas tortas linhas você venha para saber o que se passa nesse coração, para entender qual atitude tomar quando nossos pés estiverem na mesma terra. Talvez aconteça o simultâneo, talvez não. Talvez o universo nos queira juntos, talvez não. Talvez só eu queira, talvez, não.
Quando interrompo meu cronograma de vida diária para pensar no bem que você poderia me fazer, perco algum tempo nisso, sem se quer ter a certeza da recompensa. Consigo ouvir aqui dentro que uma atitude como essa faz com que se perca o foco. E nesse momento o foco é seu maior escudo. Certo. Concordo. Não há nada melhor que prevenir a dor. Mas abro-me para isso. Eu preciso, sou muitas vezes envolvida nessa paixão que a vida me dá. E sinto-me bem assim. Mas em invernos rigorosos que minha alma anda passando, gostaria muito de um verão temperado para abrandar as emoções. Um jogo de pernas e quadris, uma troca de idéias e amadurecimentos.
Ainda acredito que você venha me ler aqui. Leia mesmo. Devore. Posso ser a sobremesa ou o prato principal, depende do dia e da hora, da sua vontade. Mas as minhas vontades sobrepõem os seus objetivos. Ou caminhamos juntos ou afastamos mundos. Podemos caminhar em paralelo, sem toques, sem ofensas. Mas se essas estradas cruzarem-se por ai, isso eu tenho a certeza, que criaremos caminhos dignos de cuidados e flores, cores vivas e chuvas frescas. Abra-te, que me abro também.
C.L.: depois de um gostoso adeus.
Quando interrompo meu cronograma de vida diária para pensar no bem que você poderia me fazer, perco algum tempo nisso, sem se quer ter a certeza da recompensa. Consigo ouvir aqui dentro que uma atitude como essa faz com que se perca o foco. E nesse momento o foco é seu maior escudo. Certo. Concordo. Não há nada melhor que prevenir a dor. Mas abro-me para isso. Eu preciso, sou muitas vezes envolvida nessa paixão que a vida me dá. E sinto-me bem assim. Mas em invernos rigorosos que minha alma anda passando, gostaria muito de um verão temperado para abrandar as emoções. Um jogo de pernas e quadris, uma troca de idéias e amadurecimentos.
Ainda acredito que você venha me ler aqui. Leia mesmo. Devore. Posso ser a sobremesa ou o prato principal, depende do dia e da hora, da sua vontade. Mas as minhas vontades sobrepõem os seus objetivos. Ou caminhamos juntos ou afastamos mundos. Podemos caminhar em paralelo, sem toques, sem ofensas. Mas se essas estradas cruzarem-se por ai, isso eu tenho a certeza, que criaremos caminhos dignos de cuidados e flores, cores vivas e chuvas frescas. Abra-te, que me abro também.
C.L.: depois de um gostoso adeus.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Sempre. Mas não pra sempre.
Em tardes de chuva fazia aquela Solidão que se instalava e ficava. Fazia. Não era. Nem pra sempre, nem pra daqui a pouco. Apenas fazia. O sofá, a TV, as músicas na cabeça que relembravam momentos únicos estavam por ali alimentando o que fazia a Solidão. Não havia maneira dela se livrar, de se libertar do que A fazia, mas pensava nas maneiras para terminar logo a ação. Mas passavam tardes, com sol, com chuva, com neblinas – ela adora neblinas- e a Solidão voltava com força sem igual, que a fazia ação. Fazia, mas não pra sempre.
O que fazer (de novo a ação) para terminar com essa fúria desorientada que chegava, ganhava e depois ia embora se explicação? Mais uma vez perguntas. Como dominar essa imensidão de desatinos, sentimentos e repudias? Não sabia. Tentava incontáveis vez decifrar os motivos avassaladores que tomam as rédeas dessa tal solidão. Um copo de chá, escritas no céu, neblinas densas. E a chuva caia, como se o céu algo quisesse dizer, a ventania que sacudia árvores, casas e terra, balançava dentro dela, como um balé desorientado, sem risco, sem giz.
Contudo, nada mais era que um momento. A permanência das vias íngremes não eram assim tão permanentes, havia mudança em qualquer lado, gosto, amargo. Sabe-se que sempre não há de ser para sempre. Aquela solidão arrebatadora como chegava esvaia-se. Assim como qualquer outro desses tais sentimentos humanos que chegam sem avisar, tomam posse do terreno frágil, porém, em algum momento cansam do que vêem e partem. Talvez a terra aparentemente frágil abrigue um terremoto de proporções inigualáveis e varra da sua existência tamanha invasão. Sempre. Mas não pra SEMPRE.
C.L.: Saiu, como sempre.
Iniciado em 08/06/2010 – finalizado em 06/07/2011 em momento de catarse.
O que fazer (de novo a ação) para terminar com essa fúria desorientada que chegava, ganhava e depois ia embora se explicação? Mais uma vez perguntas. Como dominar essa imensidão de desatinos, sentimentos e repudias? Não sabia. Tentava incontáveis vez decifrar os motivos avassaladores que tomam as rédeas dessa tal solidão. Um copo de chá, escritas no céu, neblinas densas. E a chuva caia, como se o céu algo quisesse dizer, a ventania que sacudia árvores, casas e terra, balançava dentro dela, como um balé desorientado, sem risco, sem giz.
Contudo, nada mais era que um momento. A permanência das vias íngremes não eram assim tão permanentes, havia mudança em qualquer lado, gosto, amargo. Sabe-se que sempre não há de ser para sempre. Aquela solidão arrebatadora como chegava esvaia-se. Assim como qualquer outro desses tais sentimentos humanos que chegam sem avisar, tomam posse do terreno frágil, porém, em algum momento cansam do que vêem e partem. Talvez a terra aparentemente frágil abrigue um terremoto de proporções inigualáveis e varra da sua existência tamanha invasão. Sempre. Mas não pra SEMPRE.
C.L.: Saiu, como sempre.
Iniciado em 08/06/2010 – finalizado em 06/07/2011 em momento de catarse.
Do que
Retaliações. Vivo essa constante, ou por conviver com frágeis pessoas que não conseguem me enfrentar por cima, ou por provocar reações de desprezo. Ao certo, não sei bem de onde vem. Mas as sofro frequentemente. Nada como dois dias de interiorização e letras para colocar estratégias nos seus lugares. Tenho alma de artista e coração de criança, devo conseguir chegar a uma conclusão razoável quando me refiro as RETALIAÇÕES.
De repente retalhos. Um apanhado de pequenos pedaços que juntos podem ser tão bonitos quanto feios. Esses retalhos de vida que vamos juntando e transformando no que somos surgem impregnados de sentimentos que colocamos em cada um deles. Crio mudanças e raivas, mas também admirações e inspirações. A cada retalho pregado na minha colcha uma pessoa é marcada como conseqüência direta da ação tomada. Talvez deva pensar dessa forma para poder entender melhor as situações que vivo. EU VIVO. Cada minutinho, e dentro da confusão na qual estou, tento achar saídas para encaixar cada retalho, nesse imenso labirinto. Do que vale todo esse esforço? A fraqueza na percepção não cabe a mim. Resolver as minhas questões isso sim, é questão de honra. Me submeter, abaixar a cabeça e deixar o outro acreditando na sua imensa CAPACIDADE de manipulação é a solução? Talvez. Muitos vezes é melhor fazer o outro acreditar que é tão perfeito, tão capaz, tão MARAVILHOSO que ele mesmo se come.
Devagar vou reformando esse retalho, em tons de azul, para me aquecer de lembranças puras nos anos que virão. Colcha leve, quente, pura, e MINHA.
C.L.: Aos seres humanos incapazes de digerir verdade e agir limpos.
06/07/2011.
De repente retalhos. Um apanhado de pequenos pedaços que juntos podem ser tão bonitos quanto feios. Esses retalhos de vida que vamos juntando e transformando no que somos surgem impregnados de sentimentos que colocamos em cada um deles. Crio mudanças e raivas, mas também admirações e inspirações. A cada retalho pregado na minha colcha uma pessoa é marcada como conseqüência direta da ação tomada. Talvez deva pensar dessa forma para poder entender melhor as situações que vivo. EU VIVO. Cada minutinho, e dentro da confusão na qual estou, tento achar saídas para encaixar cada retalho, nesse imenso labirinto. Do que vale todo esse esforço? A fraqueza na percepção não cabe a mim. Resolver as minhas questões isso sim, é questão de honra. Me submeter, abaixar a cabeça e deixar o outro acreditando na sua imensa CAPACIDADE de manipulação é a solução? Talvez. Muitos vezes é melhor fazer o outro acreditar que é tão perfeito, tão capaz, tão MARAVILHOSO que ele mesmo se come.
Devagar vou reformando esse retalho, em tons de azul, para me aquecer de lembranças puras nos anos que virão. Colcha leve, quente, pura, e MINHA.
C.L.: Aos seres humanos incapazes de digerir verdade e agir limpos.
06/07/2011.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Aparências
Nunca fui uma mulher de viver de aparências. Pelo contrário, penso que a vida simples e todas as dificuldades fizeram-me mais serena quanto a isso. Mas também não sou parva. Nunca gostei de viver numa sociedade de sobrenomes e cargos, isso me irrita. Acredito que mérito vem com caráter e obstinação. Tenho vivido dias inteiros nessa redoma que muito me assusta, na qual os cargos, sobrenomes e com quem você divide a vida prevalecem. Jogos de interesse transformam a vida numa Matrix insólita. Não há verdade, nem bases, nem verdadeiros sentimentos, afinal, quem chegar melhor, leva a taça de amigo e respeitável do ano. Não sou assim. E gosto de quem também não o é. Deve ser muito pueril, e até inocente da minha parte acreditar nisso. Mas é assim que eu vivo. Vivo no mundo dos vivos que cagam como eu, tem meleca e fraquezas, arrotam quando tomam refrigerante e possivelmente fedem depois de um dia de calor. SERES REAIS são assim. E tem quem goste e alimente essa doce ilusão do status. Na hora da morte seremos, mais uma vez, todos iguais. E talvez aquele que viva essa ilusão se quer tenha quem segure a alça do seu caixão.
Ouço diariamente frases permeadas desses sentimentinhos, se é que os posso chamar de sentimentos, a necessidade de circular nesses meios de nomes, sobrenomes e canapés. Eu bebo cerveja na barraca, levo para o submundo e mesmo assim ganho respeito. Por ser real e isso ser algo tão distante? Talvez. Ou estarei imersa nessa falácia? Que seja. Tento alertar pessoas, mostrar que andar no gueto e apertar a mão do presidente são coisas dessa vida que não ficaram quando eu me for. Acabo por vezes também arrotando aquele caviar que é uma sardinha, talvez por raiva, talvez por defesa. Nunca vi tamanha NECESSIDADE que gera tanta perda. Foca, alinha, segue limpo e faça o seu. Estar aqui ou ali é momentâneo, a única coisa que servirá desses momentos será aquele nos quais olhamos nos olhos e vimos o que há do outro lado do corpo, e dentro da alma. Do mesmo jeito que te contratam te mandam embora, do mesmo jeito que te acariciam, tacam-lhe pedras, e do mesmo jeito que hoje está nas listas, podes estar amanhã no anonimato. ANONIMATO é bom. É tão gostoso sair por ai fazendo o que quiser e ninguém te cobrar. Role na grama, ria alto, abrace quem você ama, dê verdade, com o coração e a mente, sem pensar no que isso poderá render futuramente. Apenas troque com as pessoas, o resultado é absolutamente melhor. Quem faz por aparência, recebe por aparência. Fica no vazio dos sentimentos. Achas que um convite pra um churrasco na casa de alguém é mérito? É estratégia de compra, persuasão, conheça para dominar. Ou você entra na guerra ou dispa-se das armas. A escolha é sua, já as aparências, são múltiplas.
C.L.: Por muitas vezes acredito não fazer parte deste mundo, não sou melhor que ninguém, mas ainda guardo em mim a sutil ilusão de que há conserto.
"Crie laços com as pessoas que lhe fazem bem e que lhe parecem verdadeiras.
E desfaça os nós que lhe prendem àquelas que foram significativas na sua vida mas, infelizmente, por vontade própria, deixaram de ser.
Nó aperta, laço enfeita"
04/06/2011.
Ouço diariamente frases permeadas desses sentimentinhos, se é que os posso chamar de sentimentos, a necessidade de circular nesses meios de nomes, sobrenomes e canapés. Eu bebo cerveja na barraca, levo para o submundo e mesmo assim ganho respeito. Por ser real e isso ser algo tão distante? Talvez. Ou estarei imersa nessa falácia? Que seja. Tento alertar pessoas, mostrar que andar no gueto e apertar a mão do presidente são coisas dessa vida que não ficaram quando eu me for. Acabo por vezes também arrotando aquele caviar que é uma sardinha, talvez por raiva, talvez por defesa. Nunca vi tamanha NECESSIDADE que gera tanta perda. Foca, alinha, segue limpo e faça o seu. Estar aqui ou ali é momentâneo, a única coisa que servirá desses momentos será aquele nos quais olhamos nos olhos e vimos o que há do outro lado do corpo, e dentro da alma. Do mesmo jeito que te contratam te mandam embora, do mesmo jeito que te acariciam, tacam-lhe pedras, e do mesmo jeito que hoje está nas listas, podes estar amanhã no anonimato. ANONIMATO é bom. É tão gostoso sair por ai fazendo o que quiser e ninguém te cobrar. Role na grama, ria alto, abrace quem você ama, dê verdade, com o coração e a mente, sem pensar no que isso poderá render futuramente. Apenas troque com as pessoas, o resultado é absolutamente melhor. Quem faz por aparência, recebe por aparência. Fica no vazio dos sentimentos. Achas que um convite pra um churrasco na casa de alguém é mérito? É estratégia de compra, persuasão, conheça para dominar. Ou você entra na guerra ou dispa-se das armas. A escolha é sua, já as aparências, são múltiplas.
C.L.: Por muitas vezes acredito não fazer parte deste mundo, não sou melhor que ninguém, mas ainda guardo em mim a sutil ilusão de que há conserto.
"Crie laços com as pessoas que lhe fazem bem e que lhe parecem verdadeiras.
E desfaça os nós que lhe prendem àquelas que foram significativas na sua vida mas, infelizmente, por vontade própria, deixaram de ser.
Nó aperta, laço enfeita"
04/06/2011.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Enquanto
- para ouvir ao som de Nina Simone: Love me or leave me.
Não seja por isso. Te deixo sim. Ficaremos apenas como o que deveria. Não precisa dizer nada, está compreendido. Entendido. Claro, não quero nada diferente do que já foi deixado claro. Como? Não está entendendo o porquê? Nada aqui tem segunda intenção. O que está acontecendo não é o que parece. Oi? Quer dizer algo? Se começou termina. E terminou.
Passaram esses dias nesse conflito de medo – do – que – estou – fazendo – agora – será – que – dará – a – entender – o – que – não – pode – ser? E simplesmente não pode ser porque assim foi designado, esfregou em sua cara aquilo que já era sentido, e não precisava ser assim tão cruel. As palavras soltas do que deveria ser já haviam sido ditas, e mesmo assim, dúvidas permaneciam no ar. Talvez por ter a CERTEZA que a dúvida não era unilateral. Mas do outro lado do muro, que sussurro espreitava? Qual a verdade do som emitido? Será que o medo caberia aos DOIS? Talvez sim, talvez não. Impossível saber ouvindo só a sua cabeça. E através dos sons e do sussurro do mar o pensamento fluía de tal forma que já era impossível frear. Sentia-se confortável durante aquelas divagações dos próximos passos. Algo a deveria manter intacta, confiante, feliz. E escolheu o sonho do romance para mantê-la firme no seu caminho.
Será mesmo sonho? Poderia ser pressentimento? É melhor não pensar de forma tão otimista. Sabe-se lá o tamanho da queda. Já aconteceu outras vezes, o vôo até o chão, agora vê como saudável apenas caminhar. As alturas podem fazer certo mal a saúde. A sua SANIDADE. Mesmo assim conforta-se nesses pensamentos de que todos sabem – o – que – acontecerá- de – bom – e – estão – apenas – agindo – como – estão – para – dar – mais – emoção. Espera que seja, pois, sua alma está em inverno e o calor do verão precisa chegar. As flores querem a LUZ do SOL para abrirem-se. E ela volta ao seu mundo de sonhos , quedas e otimismo. A sua contradição permanente talvez seja a forma mais SENSATA de permanecer sã. E o livro ao lado diz: “ Things can only be better.”
Expõe – se para alertar o medo para que chegue devagar. Não procure, não olhe nos olhos, como já fez de forma tão intensa, não toque, deixe. Deixe que toda essa dúvida se dissipe com as fumaças tragadas e as noites frias. Mantenha-se no seu desconhecido confortável e bonito. Nas suas entranhas pesadas e doces. Na sua prepotência viril.
Deixe –se lá.
C.L.: no mundo dos sonhos, a felicidade é permanente, o beijo é doce, o carinho terno, e a admiração possível.
"Acredito que arrumar a bagunça da vida é como arrumar a bagunça do quarto. Tirar tudo, rever roupas e sapatos, experimentar e ver o que ainda serve, jogar fora algumas coisas, outras separar para doação. Isso pode servir melhor para outra pessoa. Hora de deixar ir. Se livrar. Deixar pra trás. Algumas coisas não servem mais. Você sabe. Chega." Caio Fenando Abreu
04/06/2011.
Não seja por isso. Te deixo sim. Ficaremos apenas como o que deveria. Não precisa dizer nada, está compreendido. Entendido. Claro, não quero nada diferente do que já foi deixado claro. Como? Não está entendendo o porquê? Nada aqui tem segunda intenção. O que está acontecendo não é o que parece. Oi? Quer dizer algo? Se começou termina. E terminou.
Passaram esses dias nesse conflito de medo – do – que – estou – fazendo – agora – será – que – dará – a – entender – o – que – não – pode – ser? E simplesmente não pode ser porque assim foi designado, esfregou em sua cara aquilo que já era sentido, e não precisava ser assim tão cruel. As palavras soltas do que deveria ser já haviam sido ditas, e mesmo assim, dúvidas permaneciam no ar. Talvez por ter a CERTEZA que a dúvida não era unilateral. Mas do outro lado do muro, que sussurro espreitava? Qual a verdade do som emitido? Será que o medo caberia aos DOIS? Talvez sim, talvez não. Impossível saber ouvindo só a sua cabeça. E através dos sons e do sussurro do mar o pensamento fluía de tal forma que já era impossível frear. Sentia-se confortável durante aquelas divagações dos próximos passos. Algo a deveria manter intacta, confiante, feliz. E escolheu o sonho do romance para mantê-la firme no seu caminho.
Será mesmo sonho? Poderia ser pressentimento? É melhor não pensar de forma tão otimista. Sabe-se lá o tamanho da queda. Já aconteceu outras vezes, o vôo até o chão, agora vê como saudável apenas caminhar. As alturas podem fazer certo mal a saúde. A sua SANIDADE. Mesmo assim conforta-se nesses pensamentos de que todos sabem – o – que – acontecerá- de – bom – e – estão – apenas – agindo – como – estão – para – dar – mais – emoção. Espera que seja, pois, sua alma está em inverno e o calor do verão precisa chegar. As flores querem a LUZ do SOL para abrirem-se. E ela volta ao seu mundo de sonhos , quedas e otimismo. A sua contradição permanente talvez seja a forma mais SENSATA de permanecer sã. E o livro ao lado diz: “ Things can only be better.”
Expõe – se para alertar o medo para que chegue devagar. Não procure, não olhe nos olhos, como já fez de forma tão intensa, não toque, deixe. Deixe que toda essa dúvida se dissipe com as fumaças tragadas e as noites frias. Mantenha-se no seu desconhecido confortável e bonito. Nas suas entranhas pesadas e doces. Na sua prepotência viril.
Deixe –se lá.
C.L.: no mundo dos sonhos, a felicidade é permanente, o beijo é doce, o carinho terno, e a admiração possível.
"Acredito que arrumar a bagunça da vida é como arrumar a bagunça do quarto. Tirar tudo, rever roupas e sapatos, experimentar e ver o que ainda serve, jogar fora algumas coisas, outras separar para doação. Isso pode servir melhor para outra pessoa. Hora de deixar ir. Se livrar. Deixar pra trás. Algumas coisas não servem mais. Você sabe. Chega." Caio Fenando Abreu
04/06/2011.
Cecilia Meireles
Posso dizer que esse poema me traduz. E especialmente nos últimos acontecimenos e no que se passa na minha cabeça, é mais que perfeito. Esse é o tempo verbal da vida.
Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
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