Seguidores

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

De repente, novo

Não sabia que seria assim, nunca o soube. De uma conversa já tão tarde, um convite, uma vida. Não existia a preocupação de querer algo, de fazer, pensar, sentir. Ali estávamos corpo e alma, para a mais tranqüila das ações. O dia amanhece entre vidros e fotos, caminhamos. Em um piscar de olhos, juntos, estávamos, uno. Naquele momento nada era profundo, apenas extravasávamos emoções que tínhamos.

Uma tarde sem pretensões e ali estávamos novamente, pernas e taças, sorrisos e conversas. E assim, com o doce e delicado ar de quem cuida, cuidastes de mim e fez morada no coração. Cuidamo-nos, durante dias, e a pressa das relações atuais fizeram-se presente com mudanças nas rotinas. Seduziu minha alma e levou meu corpo para perto. Perto demais que nos faz juntos todos os dias. Os compromisso da vida a dois já existem mas sem previsão de prolongamento. Um oceano nos afasta, tanto mar, tanto mar, sei também quando é preciso, pá, navegar, navegar.

Teus cabelos ao vento, o sorriso de menino, o coração pisciano, o amor que me dá, antes, nunca havia tido, e isso faz-me bem. Sentimos as mesmas coisas, completamos nossos corpos quando estamos juntos. Cuidamos.

Aquele sonho que um dia tive, junto com amigas, do nosso Chico, o cara da nossa vida, tive a certeza dia desses, que é. Abrimos nossa porta para o que está crescendo, você provocando transformações em uma pessoa que não consegue se abrir, que tem medo de perder a liberdade, que às vezes não sabe dividir. Eu, provocando o renascimento do amor que em ti nunca morreu. Eu que não acreditava no amor, arrisquei.

Um novo momento, uma nova percepção, um novo gosto. Gosto do gosto de ter você, gosto da forma rude que faz piadas, dos nomes doces que me chama ou escrever, do seu cabelo preso, do seu empenho em agradar, do jardim que estamos criando, deixando nossas flores no caminho. Minha porta estava fechado quando você empurrou e entrou, girassóis para mim.

Quero florescer esse jardim, abrir as janelas da casa, deixar o sol entrar e rir. Rir de nós pelo contentamento existente. Que a vida nos brinde e que nós brindemos os encontros casuais que proporcionam mudanças, e paixões.

C.L. 29/09/2011 – Para meu anjo mais lindo