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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Defina

Tentando definir atitudes e sentimentos, a mulher fica sentada a espera da resposta certa. Não. Não há. Ela sabe, sempre soube, mas para aliviar a tensão, acredita. Essa mulher, que em momentos é adolescente, em outros criança, e outros mulher, tenta definir essa calma que não deveria existir. Ela se descobre sentindo, mas não sofrendo. Ela se sente em paz, mas desejando. Paz, calma e amor. Sente, mas não define. Não sabe se é amor, pois, sempre foi doloroso, e nesse momento não é. Parece que acabou, mas talvez não. Ela não sabe.

Seguindo a vida, olhando, desejando, tentando, ela ainda pretende definir. Mas por quê? Muitas vezes definir não é a melhor solução, nem a melhor saída. Apenas sentir, sem vergonha, sem medo – de ser feliz ou de sofrer – é o que ela deve fazer. Do outro lado não há respostas, apenas frases soltas sem nenhum significado concreto. Ou existe e ela não os vê? Nada de perguntas, garota, apenas siga. Defina quem é você, aonde quer chegar, como irá, e seja feliz. Ser feliz é mais que dividir vidas: é viver a vida – e tens apenas uma, sua, independente. Ela já um gato, mas precisa ser ainda mais fiel ao título.

Amor, seja longe ou perto, não dá pra definir. Deixe que o tempo mostre se estás certa ou não.

C.L.: e quem disse que amor é só para pessoas? Ame coisas, e deixe-as livre.

domingo, 12 de setembro de 2010

As voltas que a vida dá.

Numa dessas noites que você não sabe muito bem o que irá acontecer, o que esperar, ela saiu de casa com um rumo e uma meta: fazer daquele dia um pouco melhor que outros. Pessoas, copos, cigarros esbarram-se numa energia louca, em cenas loucas. Conversas começam, assuntos interessantes, outros só para fazer média, no meio daqueles que não são tão conhecidos, ela fica por ali. Mais uma cerveja e um cigarro. De repente, amigos. De repente um despertar. Olhos se cruzam, um olá, um olhar dentro do corpo. Fuga estratégica, esquina com cervejas e risadas, e aquele olhar que penetra, está ali, pronto, mas sem expor a certeza. Ela, por sua vez, quer a certeza, porque não consegue mais disfarçar o desejo. O mais forte desses tempos, puro e simples desejo: de conhecer, de querer, de tocar, de cheirar...

Mais cenas, mais loucuras, e uma parada para conversar. Sério, decidido, amigo. Uma daquelas conversas que sabemos ou aquele olhar que penetra entrará ou será apenas mais um que só olha. Cruzaram os caminhos e caminharam juntos. Até o outro dia. Tantas coisas em comum, tantos sabores juntos, para ela momento de cumplicidade. Um despertar, uma cena, um momento. Deve ficar no momento, mas poderia seguir além. Não sabemos o que vai dar, ou não queremos saber. E foi assim. Um ticket de ida, e um até logo demorado.

As voltas que a vida dá...são várias, são momentos que achamos não mais passar, eis que, o mundo te entrega assim, de bandeja. Entregar ou não o sentimento? Fica no ar a dúvida.

C. L. - “O maior elogio que poderia te dar agora, era que ficaria contigo o resto do dia, aqui, conversando”.