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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Venha

Vamos, juntos, mais uma vez enfrentar esse mundo. Nossos cabelos ao vento correndo em direção do que nos faz felizes: NÓS. Acreditamos, choramos juntos, rimos mais ainda, entendemos o que nos faz ali, presentes, momentos. Entregamos a nossa alma nesse amor intenso que simplesmente surgiu. Sem saber o que fazer, me joguei em você. Sou feliz assim, e sei que você também. Em tão pouco tempo fomos completos e fui capaz de sentir que essas almas já se cruzaram por outras estradas. Respeitamos e conversamos. Se ficaremos lado a lado pelo resto das nossas vidas, que saibamos conversar e escutar.

No primeiro dia você enxugou as minhas lágrimas, nos últimos, enxugamos. Venha, faça parte dessa minha louca vida e eu farei parte da sua, também. Espere um pouco mais para que tenhamos corpos juntos, pois, alma e coração já estão. A única coisa que quero agora é perder a distância. Não, não me coloque no armário das lembranças, mantenha minha cor viva nos seus olhos e nos seus objetivos, é isso que estou fazendo, a cada minutinho. Vamos acordar juntos em Paris, tomar vinho nos canais de Amsterdam e viver na África. Vamos. Eu vou. Quero ir, estou a caminho.

Quando penso nos olhos que me olham com amor, desfaço-me. No sorriso quase infantil que me leva, dou-me. Venha comigo, pois, eu já estou de mãos dadas com você.

C.L.: 24/10/2011.

Choro.

Meus medos

Passa o tempo e o Universo envia aquilo que pedimos. Tenho medo de me jogar na vida, muitas vezes, de aproveitar cada momento pois, nunca sei efetivamente o que quero. Em outros, tenho dúvidas sobre aquilo que tenho ao meu lado. Não sei se é para mim, se mereço, se posso. Passo dias pensando no que deveria fazer, se me jogo, se recolho. Tenho medos, alguns, assim tão marcados como tatuagem. Medo do abandono, de errar, mais uma vez. Um medo do que é fato, e não um caso extraordinário. Mas tenho esse medo, mesmo sabendo que o sofrimento faz parte da nossa vida, do nosso crescimento. Mesmo diante do que me atormenta, algumas vezes sou capaz de lançar a minha alma ao vento, e correr pro o que está destinado. Tenho medo de ser julgada, porém, nessa vida, o julgamento é a arte que se aprende na escola. Deito – me na relva e deixo a brisa passar pelo meu corpo como sinal de encontro. Vislumbro situações, exagero no erro da encenação, me perco em mim mesma para me achar depois, assim, um pouco sozinha e com um universo de dúvidas. Estou tentando aprender a dizer sim a mim, e principalmente, de perder os medos. Esse medo dá nó na garganta e deixa um sabor amargo na boca. Penso que muitas vezes tenho mais medo de mim do que do mundo. O Universo, afinal, sabe o que nos envia, e nós, sabemos como aproveitar? Se eu hoje cair nos braços do que faz minha alma acalmar, sei que alguns dos meus medos virão à tona, mas preciso. Preciso? Muito. Quero essa plenitude de pensamentos e desejos mútuos. Não posso deixar para amanhã, pois sei que, quando o amanhã chegar pode ser tarde demais. Posso ter perdido o que mais quero ter, não é material, isso, pouco me importa, mas esse mar de amor que encontrei, isso, tem que ficar. Que alguns meses venham pela frente, mas os meus MEDOS, enfrentarei todos, só pra ter, mais várias vezes, você em mim.

C.L.: 24 de outubro 2011.

Entre escalas no aeroporto, com o choro preso na garganta. Canto.