A vida seguia um turbilhão de emoções, além das descobertas e redescobertas constantes, a caminhada seguia em ritmo quase alucinante em alguns aspectos, em outros, demasiado parado. Nessas idas e vindas que a vida dá, no meio de momentos que pareciam certeza, uns copos, pessoas, lugares e música. Nada melhor que música para embalar qualquer mudança ou decisão da vida de um ser. Nada. Diante das dúvidas pelo olhar de um novo tempo que se estabelecia, diante de adeus e até breve, começava aquela noite sem perspectivas de encontros: a reviver.
Todos os sabores divinos já estavam devidamente alcançados, faltando apenas entregar-se ao prazer sonoro, pois, essa era a sua única meta. A lembrança do barulho do trem, o estalar dos copos cheios, o cheiro da noite e a força do sax, a levaram diretamente ao melhor que aquele lugar lhe proporcionou. Pessoas e peles, com suas teorias, gargalhadas e apresentações, levou, alguns daqueles a outras esferas, posto que, a música é o melhor para embalar qualquer mudança. Fomos e voltamos. Nos encontramos perdidos numa noite de outros, mas dançamos e nos divertimos, intensos, inteiros. E as novas almas que se encontravam eram apenas isso. Talvez para uma dessas almas, apenas. A outra, não sabemos entender. Dançando como se tudo ao redor tivesse sido extirpado dali, encontro do que é semelhante e completamente diferente, fez peles encostarem-se. E sentirem-se. E deixaram apenas acontecer. Poucas horas, pouco tempo, pouco conhecimento, poucas coisas em comum, mas deixaram-se.
- Hum. (um sim, um sempre, um estou).
- Tenho coisas a fazer, você vem? (pensando: acabamos de nos conhecer, por inteiro quase, agora é aquela hora que ele pega a bolsa e vai embora.)
- Hum (um sim, um sempre, um estou)
Fomos e passamos por um dia que apenas almas que se encontram e se entendem de maneira complementar (na vida) fazem. O sol abençoando as caminhadas e situações. À noite. Agora sim, tenho certeza, ninguém vai me enganar, agora nada de telefonemas, mensagens, foi embora pra sempre. Mas não há problemas, estou em dúvida, tenho um coração dividido por minha conta e risco. A mensagem chega, a mesa de bar, pessoas comuns, conversas, risos, mãos que se tocam sem saber bem como nem onde. Apesar de já terem passeado por suas almas. Manhã de adeus, ou até breve, uma certeza completamente incerta, a dúvida, as palavras, os carinhos. Mas agora nada vai tirar a minha certeza, vai ser adeus. Nada de contato, não trocamos tecnologias de contato direto para tal, porque, afinal, é adeus.
Contatos chegam todos os dias, sentimos e nos permitidos conhecer, olhar pra dentro e sentir. Uma conquista após a conquista. Todos os dias. Se sabemos onde vai parar? Não. Afinal: “Eu também tenho saudades tuas e sim, se tivesses cá não te largava. Ou estamos a idealizar? Bem, isso não me importa. :)”
O que importa é viver. É sentir. Se idealizarmos, isso realmente não importa. O que vale é que não te largo, nem daqui, nem de lá. Enquanto durar.
"When I meet you around the corner
Oh I said baby, never let me be a loner
And then you hold me tight, you make me feel alrightYes when you hold me tight, you made me feel alright
... Satisfy my soul, satisfy my soul, satisfy my soulThat's all I want from you, that's all I'll take from you
Satisfy my soul, satisfy my soul"
C.L.: para o começo de um bem querer mais que querer.
Fases de mim, e o que fazes de mim. Pensamentos, dicas, críticas, choros, risos o que fizer parte da fase.
Seguidores
terça-feira, 26 de outubro de 2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Defina
Tentando definir atitudes e sentimentos, a mulher fica sentada a espera da resposta certa. Não. Não há. Ela sabe, sempre soube, mas para aliviar a tensão, acredita. Essa mulher, que em momentos é adolescente, em outros criança, e outros mulher, tenta definir essa calma que não deveria existir. Ela se descobre sentindo, mas não sofrendo. Ela se sente em paz, mas desejando. Paz, calma e amor. Sente, mas não define. Não sabe se é amor, pois, sempre foi doloroso, e nesse momento não é. Parece que acabou, mas talvez não. Ela não sabe.
Seguindo a vida, olhando, desejando, tentando, ela ainda pretende definir. Mas por quê? Muitas vezes definir não é a melhor solução, nem a melhor saída. Apenas sentir, sem vergonha, sem medo – de ser feliz ou de sofrer – é o que ela deve fazer. Do outro lado não há respostas, apenas frases soltas sem nenhum significado concreto. Ou existe e ela não os vê? Nada de perguntas, garota, apenas siga. Defina quem é você, aonde quer chegar, como irá, e seja feliz. Ser feliz é mais que dividir vidas: é viver a vida – e tens apenas uma, sua, independente. Ela já um gato, mas precisa ser ainda mais fiel ao título.
Amor, seja longe ou perto, não dá pra definir. Deixe que o tempo mostre se estás certa ou não.
C.L.: e quem disse que amor é só para pessoas? Ame coisas, e deixe-as livre.
Seguindo a vida, olhando, desejando, tentando, ela ainda pretende definir. Mas por quê? Muitas vezes definir não é a melhor solução, nem a melhor saída. Apenas sentir, sem vergonha, sem medo – de ser feliz ou de sofrer – é o que ela deve fazer. Do outro lado não há respostas, apenas frases soltas sem nenhum significado concreto. Ou existe e ela não os vê? Nada de perguntas, garota, apenas siga. Defina quem é você, aonde quer chegar, como irá, e seja feliz. Ser feliz é mais que dividir vidas: é viver a vida – e tens apenas uma, sua, independente. Ela já um gato, mas precisa ser ainda mais fiel ao título.
Amor, seja longe ou perto, não dá pra definir. Deixe que o tempo mostre se estás certa ou não.
C.L.: e quem disse que amor é só para pessoas? Ame coisas, e deixe-as livre.
domingo, 12 de setembro de 2010
As voltas que a vida dá.
Numa dessas noites que você não sabe muito bem o que irá acontecer, o que esperar, ela saiu de casa com um rumo e uma meta: fazer daquele dia um pouco melhor que outros. Pessoas, copos, cigarros esbarram-se numa energia louca, em cenas loucas. Conversas começam, assuntos interessantes, outros só para fazer média, no meio daqueles que não são tão conhecidos, ela fica por ali. Mais uma cerveja e um cigarro. De repente, amigos. De repente um despertar. Olhos se cruzam, um olá, um olhar dentro do corpo. Fuga estratégica, esquina com cervejas e risadas, e aquele olhar que penetra, está ali, pronto, mas sem expor a certeza. Ela, por sua vez, quer a certeza, porque não consegue mais disfarçar o desejo. O mais forte desses tempos, puro e simples desejo: de conhecer, de querer, de tocar, de cheirar...
Mais cenas, mais loucuras, e uma parada para conversar. Sério, decidido, amigo. Uma daquelas conversas que sabemos ou aquele olhar que penetra entrará ou será apenas mais um que só olha. Cruzaram os caminhos e caminharam juntos. Até o outro dia. Tantas coisas em comum, tantos sabores juntos, para ela momento de cumplicidade. Um despertar, uma cena, um momento. Deve ficar no momento, mas poderia seguir além. Não sabemos o que vai dar, ou não queremos saber. E foi assim. Um ticket de ida, e um até logo demorado.
As voltas que a vida dá...são várias, são momentos que achamos não mais passar, eis que, o mundo te entrega assim, de bandeja. Entregar ou não o sentimento? Fica no ar a dúvida.
C. L. - “O maior elogio que poderia te dar agora, era que ficaria contigo o resto do dia, aqui, conversando”.
Mais cenas, mais loucuras, e uma parada para conversar. Sério, decidido, amigo. Uma daquelas conversas que sabemos ou aquele olhar que penetra entrará ou será apenas mais um que só olha. Cruzaram os caminhos e caminharam juntos. Até o outro dia. Tantas coisas em comum, tantos sabores juntos, para ela momento de cumplicidade. Um despertar, uma cena, um momento. Deve ficar no momento, mas poderia seguir além. Não sabemos o que vai dar, ou não queremos saber. E foi assim. Um ticket de ida, e um até logo demorado.
As voltas que a vida dá...são várias, são momentos que achamos não mais passar, eis que, o mundo te entrega assim, de bandeja. Entregar ou não o sentimento? Fica no ar a dúvida.
C. L. - “O maior elogio que poderia te dar agora, era que ficaria contigo o resto do dia, aqui, conversando”.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Clarice, mais uma vez
" Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas, minhas tristezas, absolutas.
Me entupo de ausências, me esvazio de excessos.
Eu não caibo no estreito...
Eu só vivo nos extremos.."
Clarice Lispector - diva
Me entupo de ausências, me esvazio de excessos.
Eu não caibo no estreito...
Eu só vivo nos extremos.."
Clarice Lispector - diva
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Clarice...sempre
...´Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.´ - Clarice Lispector
Ela foi o meu eu de hoje. A minha mente segue na mesma velocidade. Somos complementares, diferentes, pessoas, mulheres. Somos o que somos e nos perdemos no nosso infito e complexo eu. Não há medo da solidão, ela é criativa. Não há limites para o quanto podemos pensar. Nos lemos, nos abrimos, nos fechamos, e às vezes, nos achamos.
C.L. Carol Luz para Clarice Lispector . Ela me faz viva, viva alma perdida no meio de palavras...vivas.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.´ - Clarice Lispector
Ela foi o meu eu de hoje. A minha mente segue na mesma velocidade. Somos complementares, diferentes, pessoas, mulheres. Somos o que somos e nos perdemos no nosso infito e complexo eu. Não há medo da solidão, ela é criativa. Não há limites para o quanto podemos pensar. Nos lemos, nos abrimos, nos fechamos, e às vezes, nos achamos.
C.L. Carol Luz para Clarice Lispector . Ela me faz viva, viva alma perdida no meio de palavras...vivas.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Do jeito que se sente.
E de repente ela desaparecia, não deixava rastro nem sinal. Ia viver a sua vida longe dos outros, eles já não tinham tanta importância assim, afinal, o que valia estava ao seu lado. Dispensava qualquer outro ser que não aquele ser. Sentia-se amada e amando, isso é o que basta. Para que mundo ao seu redor se o que você chama de mundo está ao seu lado? Pra que pessoas que não concordam, que não apóiam, que dizem o que ela não quer ouvir? Para que? Aproveita o momento de desculpas para indagar sobre o outro que não entende a vida da mesma forma que ela, aquele que acha que o amor não pode ser bem de consumo e egoísta, tem que ser a 2, e a felicidade que surge desse amor deve ser dividida com todos. Boas risadas e felicidade. Bem clichê, bem real.
Seguia seus momentos de troca em uma via de mão dupla, não com cruzamentos. Quando questionada sabia o que dizer, como driblar o momento. Ninguém quer ficar sozinho, as desculpas servem para manter os outros próximos, mas nem tanto, eles servem para quando todo o plano de felicidade suprema referente aos 2 não exista mais. Quando o mundo ideal desmancha, há necessidade de ter quem apóie, dê razão ao que ela sente, então ressurge para aqueles que um dia deixou de lado.
E é nesse momento que os outros reaparecem, e de alguma forma sentem-se felizes e lembrados. Alguns não voltam, seguem suas vidas, arrumam outras vidas ou repetem o ato.
E ela continua assim, desaparecendo e reaparecendo, faz o momento, diz as desculpas, para depois retornar aos braços de quem importa. E continua o ciclo quem gosta e não se importa.
C.L. para pessoas.
Seguia seus momentos de troca em uma via de mão dupla, não com cruzamentos. Quando questionada sabia o que dizer, como driblar o momento. Ninguém quer ficar sozinho, as desculpas servem para manter os outros próximos, mas nem tanto, eles servem para quando todo o plano de felicidade suprema referente aos 2 não exista mais. Quando o mundo ideal desmancha, há necessidade de ter quem apóie, dê razão ao que ela sente, então ressurge para aqueles que um dia deixou de lado.
E é nesse momento que os outros reaparecem, e de alguma forma sentem-se felizes e lembrados. Alguns não voltam, seguem suas vidas, arrumam outras vidas ou repetem o ato.
E ela continua assim, desaparecendo e reaparecendo, faz o momento, diz as desculpas, para depois retornar aos braços de quem importa. E continua o ciclo quem gosta e não se importa.
C.L. para pessoas.
terça-feira, 2 de março de 2010
Eu sabia...
Eu sabia que não ia dar certo. Sempre soube. Mas quis mudar a essência e não acreditei em mim. Temperamento forte faz isso. E crer também. Agora não tem mais volta. Tem que acabar aqui. Eu não serei capaz de achar nada mais normal, nem o lado de lá. Pessoas podem, querem ou não ter a capacidade em entender as coisas. Jogue no ventilador o que sente, mesmo que machuque agora, o entendimento em longo prazo é sempre melhor. Fortifica. Não adianta tentar renovar, agora, acabou de vez. Não tenho como voltar atrás. Não quero. Preciso seguir em frente sabendo que aquilo que sinto é real. Perdôo, relevo, revejo, mas deixo quieto. Assim ficamos todos bem: um lado com suas loucuras e o outro com as suas.
Façamos um trato: você cuida de você que eu cuido de mim.
C.L.: sobre coisas que vivo, e pretendo não mais viver.
Façamos um trato: você cuida de você que eu cuido de mim.
C.L.: sobre coisas que vivo, e pretendo não mais viver.
Procura-se
Procura-se alguém bacana pra dividir a vida, o tempo, as tristezas e o amor. Amor bom é dividido, ninguém pode amar por 2, nem se privar disso. Procura-se alguém que seja capaz de errar e admitir, de surpreender, de chegar de mansinho, de olhar e dizer “preciso de você agora” e também saiba dizer “preciso ficar só agora”, a solidão é necessária para capturar mensagens, ver as idéias, responder as suas perguntas. Procura-se alguém que queira conhecer seus amigos, fique feliz, ria com eles e diga “como você tem sorte!”. Uma pessoa pra viver, não pra sofrer. Alguém que te irrite, porque se não irritar, você realmente não se preocupa, alguém que saiba depois de irritar, beijar, acariciar, falar palavras legais. Procura-se alguém que te faça gargalhar, que saiba conversar com você, não sobre você ou sobre ele, apenas. Procura-se um homem inteiro, certo do que deseja, que saiba decifrar você, goste de viajar, tenha medos, mas não tenha medo dos problemas que você traz.
Procura-se alguém que se conheça, se permita, se doe, se ame. Não adianta só amar o outro, tem que se amar também. Um cara que viva a relação sem ser dependente dela.
O que procuramos sempre são pessoas que possam amar simplesmente. Cada um procura o par que melhor se encaixa com você. Mas o principal é procurar por você. Procure o namorado ou namorada que você quer ser em você.
C.L.: coisas não tão fáceis para mim, mas acredito que assim somos capazes de amar melhor, sem ver só o outro, mas vendo o que queremos pra gente e como queremos isso pro outro. Amor é via de mão dupla. Graças à Deus.
Procura-se alguém que se conheça, se permita, se doe, se ame. Não adianta só amar o outro, tem que se amar também. Um cara que viva a relação sem ser dependente dela.
O que procuramos sempre são pessoas que possam amar simplesmente. Cada um procura o par que melhor se encaixa com você. Mas o principal é procurar por você. Procure o namorado ou namorada que você quer ser em você.
C.L.: coisas não tão fáceis para mim, mas acredito que assim somos capazes de amar melhor, sem ver só o outro, mas vendo o que queremos pra gente e como queremos isso pro outro. Amor é via de mão dupla. Graças à Deus.
Dois passos
Tímida, pequena e meio perdida, ela vagava pelo cinema como se estivesse se escondendo de algo. Não havia razão aparente, mas ela se sentia assim. Olhava para os lados, com aquele olhar que segue coisas sem se mover, não conseguia ficar parada no mesmo lugar. Chegava a hora da sessão, e ela, tensa, sentou-se com suas guloseimas e manteve-se abaixada na cadeira, olhar fixo na porta e na tela. Ninguém conseguiria pegá-la ali, nem o mais sagaz. Final de filme correu escada abaixo, sumiu na chuva. Ou não. Manteve-se ali, a procura do que a trouxe ao local. Não, ela não se escondia, tentava se achar. Achar o que tinha perdido dela mesma nessas ruas, procura a razão para definir o futuro. Vagou. Durante horas sentia a água da chuva no seu corpo como se a limpasse das suas angústias. Seguia procurando, perguntando, respondendo. Chegou a algumas conclusões, outras não. Carro, gente, guarda-chuvas as vezes atrapalhavam sua imersão em sim.
Voltou ao local do qual fugiu em busca de si mesma, acreditando ter respostas, mas não às encontrou. As respostas estavam no suor, sangue, calor de seu corpo, de sua mente. Dormiu. Esqueceu. No dia seguinte tudo continuava igual, e ela, aparecia na rua como se estivesse fugindo, daquilo que não dá.
C.L. sobre uma menina que me deixou curiosa no cinema... Criei assim.
Voltou ao local do qual fugiu em busca de si mesma, acreditando ter respostas, mas não às encontrou. As respostas estavam no suor, sangue, calor de seu corpo, de sua mente. Dormiu. Esqueceu. No dia seguinte tudo continuava igual, e ela, aparecia na rua como se estivesse fugindo, daquilo que não dá.
C.L. sobre uma menina que me deixou curiosa no cinema... Criei assim.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Como se fosse a primeira vez
Como se fosse a primeira vez, eles se viram. Nada disseram, nem um habitual “olá”. Apenas dividiram o espaço público. Idas e vindas, o que nasceu em algum momento do passado reacendeu, ficando cada vez mais forte, mais tenso, mais denso. Não bastava olhar e falar. Era necessário tocar, sentir. Não havia possibilidade de aproximação pública, tinham, deviam, fugir. Fugiram como se fosse a primeira vez, de certa forma, era.
Esquinas, taxis, pessoas, tudo passava e o descontrole ficava. Os corpos se chamavam e não conseguiam mais disfarçar. Era visível a química, o desejo e a loucura. Partiram em direção a qualquer lugar que pudesse acolher os dois. Acabaram entre pernas, palavras, sussurros e sintonia. Explodia um desejo guardado a sete chaves, não podia ser exposto, não deveria ser previsto. Nada nem ninguém conseguiria, naquele momento separar aqueles corpos, que já encontravam-se separados pelas circunstâncias.
Na luz do dia, após um momento quase mágico, ela foi e ele também, para seus mundos paralelos, para suas rotinas e pensamentos. Ela pensou nele, ele não pensou nela. Fato.
Passaram dias, horas, momentos, ela já esquecendo, recebe um chamado cheio de súplica, desejo, vontade, quase amor. Mais uma vez ficaram envoltos em palavras doces, risadas gostosas, momentos de entrega total. Mas acabou. Deve acabar não há o que questionar. Foi uma loucura necessária, pro bem do corpo dos dois. Mas passou. Deve passar. Um dia passa.
Outros dias, outras horas se seguiram sem um “olá”. Voltaram ao começo de tudo. Se um dia se encontrarem, será como se nada tivesse acontecido, mas dentro dela, só ela sabe o que ficou, o que marcou. As tatuagens deixadas pelas noites e esperas, estarão lá, pra sempre. Não há o que esconder, dela pra ela. Não há.
Ele seguirá sua vida assim: encontros furtivos aqui, outros ali, momentos de resguardo, outros de mundano. Mas sempre com o pé firme na terra que lhe acolheu, sempre. Ele levará também ao menos uma marca desse encontro de pele, uma sensação de prazer aliada a uma cumplicidade quase impar. Eles seguirão seus caminhos. Mas pra sempre, ficará esse momento. Pra sempre.
Carol Luz (19/01/10) - Que as pessoas tenham o direto de amar intensamente por 1 dia, 1 hora, 2 segundos ou uma vida inteira.
História de um casal que vi na rua... Pensei assim.
Esquinas, taxis, pessoas, tudo passava e o descontrole ficava. Os corpos se chamavam e não conseguiam mais disfarçar. Era visível a química, o desejo e a loucura. Partiram em direção a qualquer lugar que pudesse acolher os dois. Acabaram entre pernas, palavras, sussurros e sintonia. Explodia um desejo guardado a sete chaves, não podia ser exposto, não deveria ser previsto. Nada nem ninguém conseguiria, naquele momento separar aqueles corpos, que já encontravam-se separados pelas circunstâncias.
Na luz do dia, após um momento quase mágico, ela foi e ele também, para seus mundos paralelos, para suas rotinas e pensamentos. Ela pensou nele, ele não pensou nela. Fato.
Passaram dias, horas, momentos, ela já esquecendo, recebe um chamado cheio de súplica, desejo, vontade, quase amor. Mais uma vez ficaram envoltos em palavras doces, risadas gostosas, momentos de entrega total. Mas acabou. Deve acabar não há o que questionar. Foi uma loucura necessária, pro bem do corpo dos dois. Mas passou. Deve passar. Um dia passa.
Outros dias, outras horas se seguiram sem um “olá”. Voltaram ao começo de tudo. Se um dia se encontrarem, será como se nada tivesse acontecido, mas dentro dela, só ela sabe o que ficou, o que marcou. As tatuagens deixadas pelas noites e esperas, estarão lá, pra sempre. Não há o que esconder, dela pra ela. Não há.
Ele seguirá sua vida assim: encontros furtivos aqui, outros ali, momentos de resguardo, outros de mundano. Mas sempre com o pé firme na terra que lhe acolheu, sempre. Ele levará também ao menos uma marca desse encontro de pele, uma sensação de prazer aliada a uma cumplicidade quase impar. Eles seguirão seus caminhos. Mas pra sempre, ficará esse momento. Pra sempre.
Carol Luz (19/01/10) - Que as pessoas tenham o direto de amar intensamente por 1 dia, 1 hora, 2 segundos ou uma vida inteira.
História de um casal que vi na rua... Pensei assim.
Assinar:
Postagens (Atom)