Como se não bastasse às mudanças que andam acontecendo, em todos os aspectos,ter que lidar com a fragilidade humana é algo bem comum. Não fossem assim tão novas as pessoas envolvidas. Desde as experiências novas que jorram de dentro, o espelho no qual me vejo, até as vidas que me cercam. Dentre tantas ressacas morais que habitam minhas próprias atitudes, umas são perdoáveis, outras completamente necessárias, e poucas de arrependimento intenso. ARREPENDIMENTO, essa é a palavra que norteará essas frágeis, sim FRÁGEIS, linhas que aqui teço. Acredito que na próxima manhã aquele senhor estará arrependido da sua fraqueza, quer seja emocional ou cultural, isso ainda é um ponto a estudar, mas que existem, existem. De repente um amor pela cultura local o arrebatou, de forma a deixá-lo com olinhos brilhantes e postura servil. E assim ele segue durante 3 semanas, mas, por um momento, naquele dia em que teria a oportunidade de apresentá-la ao mundo, negou. E é essa a questão. Negou por quê? Pela falta de fluência desse amor a sua língua local? Ou por não querer perder a oportunidade de novas aventuras? Simplesmente negou e esqueceu-se de não deixar rastros. Fez tudo errado e envolveu outros na sua armadilha. Entendemos de certa forma a sua atitude, mas deveria ter sido leal. No fundo fica parecendo uso. Como uns e outros que abusam da sua boa vontade através da sedução. Mas ele gosta, gosta sim, daquela pele, da falta de entendimento de ser servil às vezes, sua cultura não o ensinou a isso. Mas gosta ainda mais do que recebe em troca. Deve ser realmente bom.
Toda a verborragia angustiante e insana daquela mulher surge como um atestado de dúvida pela minha presença. Arriscou uma grosseria, mas se viu diante de alguém melhor, e resolveu calar. Mas voltou a falar sobre o assunto que se quer deveria fazer parte da conversa comigo, afinal, roupa suja se lava no quarto. Não devemos nos expor assim. Sentimentos. E os desentendimentos permaneceram, e ela não estava errada, mas quer muito mais do que o que já foi informado. Sinto-me como ela, uma paranóia ambulante remanescente de tudo aquilo que já vivemos. Temos a capacidade de fazer melhor, e porque não fazemos? BOICOTE. Boicotamos-nos o tempo todo por pura insegurança de onde isso acabará. Acabamos antes que acabem conosco. Criamos ilusões só pra ter uma resposta segura sobre o inseguro.
Eu ainda tenho esse resquício em mim, dessa greve geral. Tento acabar mas não consigo. Me jogo no extremo de mim mesma, num sub mundo meu, e quando de fato realizo a fantasia, corro. Fujo da minha verdade, deixo de entregar-me por puro trauma, que eu criei.
Mas nesse mundo onde tudo gira e as impurezas escondem-se embaixo do sofá, seguiremos a vida. Que ele amanhã não tenha ressaca moral, e ela saiba ser mais leve com as incertezas. Que tudo flua ou acabe, mas que se resolva quando anoitecer.
C.L. 27/06/2011 – eita vida.
Fases de mim, e o que fazes de mim. Pensamentos, dicas, críticas, choros, risos o que fizer parte da fase.
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segunda-feira, 27 de junho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
Tem, mas não há
Os dias andam tensos e sonoros, leves e desgastantes, vivos e preguiçosos. Feijão feito, temperado, casa com aquele ar de meu: temperos, sabores, silêncio. São 20:40 e a cidade parece dormir. Terça – feira, amanhã labuta, depois também e assim segue. Deixo a comida quente esfriar para escrever linhas tortas que me levam a mim. A paz. Sem paz.
Eis que volto ao ato de aqui colocar as tais letras que me libertam. Pois. Feito. Comida ingerida, pensamentos ruminantes, aqueles tais de sempre, e alguns novos, pois, afinal, estamos velhos. Nunca o pesar foi tão presente. Nunca a certeza foi tão aguda. Um café, por favor. Não, já está tarde, permaneceremos (eu e Ele) com o suco de maracujá. Em minutos uma ligação, descobertas, não apenas falar, mas certificar-se de que tudo o que foi deixado lá, do outro lado do mundo, em perfeita ordem está, ou seja: se Tem mas não há.
Tem, mas não há, uma expressão que por mais simplória que seja, faz certa diferença quando pensamos um pouco mais. Tem AMOR, mas não há. Não há a troca, o beijo, o despertar junto. Mas tem amor, muito amor. Tem esperança, mas não HÁ. Não há o que esperar, o que procurar, mas ESPERANÇA há, e muita. Quantas coisas com as quais vivemos e convivemos, tem mas não há? Tem EDUCAÇÃO, mas não há. Não há respeito pelo outro, menos egoísmo, mas educação, graduação, pós – graduação, há, e muita, mas não TEM.
Esse dia correu imerso nesses pensamentos sobre as relações humanas, que tem, mas não há. Há dias rumino esse ser que esbarra, foge, teme, anseia por uma liberdade que está dentro dele, corrompe, ignora o semelhante,chora, arrisca, canta, dança, anda e CAMINHA. Mas pra onde vai? Como? Existem perguntas que não valem a resposta. Tem respostas que definitivamente não valem a pergunta. Deixarei que subjuguem minha capacidade de raciocínio e farei desse momento a minha tese de vida: a dois, três, quatro, comunitária.
C.L.: 14/06/2011. Assim.
Eis que volto ao ato de aqui colocar as tais letras que me libertam. Pois. Feito. Comida ingerida, pensamentos ruminantes, aqueles tais de sempre, e alguns novos, pois, afinal, estamos velhos. Nunca o pesar foi tão presente. Nunca a certeza foi tão aguda. Um café, por favor. Não, já está tarde, permaneceremos (eu e Ele) com o suco de maracujá. Em minutos uma ligação, descobertas, não apenas falar, mas certificar-se de que tudo o que foi deixado lá, do outro lado do mundo, em perfeita ordem está, ou seja: se Tem mas não há.
Tem, mas não há, uma expressão que por mais simplória que seja, faz certa diferença quando pensamos um pouco mais. Tem AMOR, mas não há. Não há a troca, o beijo, o despertar junto. Mas tem amor, muito amor. Tem esperança, mas não HÁ. Não há o que esperar, o que procurar, mas ESPERANÇA há, e muita. Quantas coisas com as quais vivemos e convivemos, tem mas não há? Tem EDUCAÇÃO, mas não há. Não há respeito pelo outro, menos egoísmo, mas educação, graduação, pós – graduação, há, e muita, mas não TEM.
Esse dia correu imerso nesses pensamentos sobre as relações humanas, que tem, mas não há. Há dias rumino esse ser que esbarra, foge, teme, anseia por uma liberdade que está dentro dele, corrompe, ignora o semelhante,chora, arrisca, canta, dança, anda e CAMINHA. Mas pra onde vai? Como? Existem perguntas que não valem a resposta. Tem respostas que definitivamente não valem a pergunta. Deixarei que subjuguem minha capacidade de raciocínio e farei desse momento a minha tese de vida: a dois, três, quatro, comunitária.
C.L.: 14/06/2011. Assim.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
A mudança
Enfim, o dia esperado de mudar de casa para uma aventura realmente nova chegou. Uma terça-feira quente, dessas com muitas atividades e pouca paciência. Mas vamos lá. A empregada diz que vai à antiga casa, onde tudo está empacotadinho, e não aparece, aliás, não apareceu nem nos dias que deveria ir. Arruma-se outra pessoa para fazer a limpa no cafofo do Sr. Almeida. Esse, inclusive, merece um parágrafo.
Um velho (com cara de, mas deve ter no máximo 52 anos) senhor, militar aposentado e POETA, com 3 filhos crescidos, assim como o número de casas. Sr. Almeida tem ATÉ livro publicado. Aparentemente, gente boa. O Sr. Almeida, dentre as casas que possuem, tem 2 no mesmo terreno, o apartamento no mini prédio da frente e a casa na qual reside ao fundo. O Sr. Almeida faz gato na própria casa que fica no mini prédio, que foi descoberto pois ESSA moça aqui vivia lá, E por causa dos problemas com a água, desligava todos os dias a luz geral da SUA casa, mas descobriu, através do filho do Sr. ALMEIDA que desligava a luz da casa deles também. O Sr. Almeida aluga o apartamento à Federação de Futebol, que coloca quem quer lá dentro, inclusive por um valor acima do pago ao Sr. Almeida (isso descobri, pois, o dito dono da casa me entregou o CONTRATO de ALUGUER). Pense que a FEDERAÇÃO não paga o dono da casa, logo, quem ele resolve cobrar? A pessoa que ele entende como não sendo da federação, e que afinal não deveria estar ali. Visualizem o Sr. Almeida, espreitando a minha descida para cobrar o pagamento. QUE NEM SOU EU QUEM FAZ! Mas agora dei adeus ao Sr. Almeida e sua água que nunca funciona direito, seu apartamento escuro e vazio de decoração, pois, só tem móveis se quem estiver lá PAGAR extra por eles. Este foi o motivo para receber o contrato...
Voltamos ao novo apartamento, Rua. John Issa 275 – Apt 4, Centro de Maputo, vista para um jardim incrível e com uma varandinha linda. Casa toda equipada, com história nas paredes, cheiro das pessoas, casa com cara de casa. Mas não é só minha, tenho apenas um quarto nessa imensidão, e um espacinho na cozinha, mas vou me espalhar. O espaço é alugado por um inglês, desses também com 52 anos, mas parece ter muito mais (concluo que só brasileiros tem uma carinha nova pra sempre. Ou é a água ou o carnaval que fazem esse bem a nossa pele). Quando cá vim a primeira vez, tudo certo, ele disse que tiraria coisas do quarto...MENTIRA. Chego e embaixo da cama tem um monte de tralha, dessas que você nem consegue distinguir, e deparei-me com um cheiro atípico, não sei bem do que, mas não me deixou dormir a noite inteira. Plano 1 do dia seguinte: arrumar tudo e comprar qualquer produto muito cheiroso. Plano traçado e com deadline certo. FIZ. Nesse momento, o meu quartinho é o lugar mais cheiroso da casa. E as tralhas? Desapareci com todas. E amanhã, abrirei a caixa de Pandora para o dono dar um sumiço descente a todas elas. Deixe a energia fluir. A limpeza foi uma daquelas. Varri cada cantinho, passei pano em tudo (menos no quadro ridículo com a Elizabeth Taylor que fica atrás de mim), joguei coisas no “lixo”. Ou melhor, coloquei à disposição do lixo. PORÉM, no meio desse objetivo, quando adentro a casa me deparo com o GRINGO e uma “amiga”, da terra, jantando juntos. Fiquei extremamente sem reação, afinal, acabei de chegar, vou sentar à mesa do dating? Acho que não. Melhor não, e nem vou explicar-me. Ele puxa conversa, e eu to lá na cozinha arrumando minhas coisas, as quais deveriam caber num pequenino armário. Tolinho, me espalhei um pouco mais. Sei que a conversa entre o casal estava difícil, de um lado o português era ruim de mais (mas pro objetivo principal, funciona) do outro o inglês não existia. Enfim, um QUERO formalizou a mudança da sala, com aparelho de som e tudo, para o quarto. Sim, eu tenho fone de ouvido e as paredes parecem até não ser assim tão finas. Mas ele abriu precedente.
No dia da mudança invadi a casa com mais três pessoas. Aqueles anjos que você arruma pela vida, e nunca te deixam na mão. EM homenagem aos anjos, tomei canja, que pra mim, é um sacrifício danado. Na volta ao novo LAR, encontro o dono com uma bata africana. É, um pouco estranho encontrar um branquelão metido a Zulu.
Pra fechar a noite do primeiro dia, até me ofereceram carne, mas neguei, é isso ai. Tive que ouvir do gringo que eu e a empregada dele precisamos nos conhecer, pois, ele parece querer que eu traga a minha pra cá...Entendo as individualidades inglesas, mas não dividir empregada, é um pouco demais. Vamos resolver. Nisso tudo aparecem duas meninas de Singapura para dormir na sala. PERA LÁ: SINGAPURA? Sim, sim, Couch surfer. Por mim, pode dormir à vontade, já estou caindo fora das minhas frescuras. Quando enfim acredito que vou dormir em paz, meu telefone toca, exatamente às 22h, e é o chefe pedindo mais uma coisa (tenho pelo menos 5 projetos grandes pra sexta –feira, sendo que, pra tudo é necessário tempo de produção) para a sexta – feira. No mundo dele, existe um gasto muito grande comigo que não está tendo retorno, penso eu. Mas sobre as atitudes HUMANAS nessa terra, isso é um capítulo a parte.
Com cheirinho de Relaxing Aromotherapy Fragance – KLIN, by Wings, produzido na Indonésia, vou dormir. E que venha amanhã. E que venha outubro!
C.L.: passo – a – passo dessa mudança, de vida, de sintonia! Um viva a nova CAROL LUZ que está vindo por ai.
08/06/11
Um velho (com cara de, mas deve ter no máximo 52 anos) senhor, militar aposentado e POETA, com 3 filhos crescidos, assim como o número de casas. Sr. Almeida tem ATÉ livro publicado. Aparentemente, gente boa. O Sr. Almeida, dentre as casas que possuem, tem 2 no mesmo terreno, o apartamento no mini prédio da frente e a casa na qual reside ao fundo. O Sr. Almeida faz gato na própria casa que fica no mini prédio, que foi descoberto pois ESSA moça aqui vivia lá, E por causa dos problemas com a água, desligava todos os dias a luz geral da SUA casa, mas descobriu, através do filho do Sr. ALMEIDA que desligava a luz da casa deles também. O Sr. Almeida aluga o apartamento à Federação de Futebol, que coloca quem quer lá dentro, inclusive por um valor acima do pago ao Sr. Almeida (isso descobri, pois, o dito dono da casa me entregou o CONTRATO de ALUGUER). Pense que a FEDERAÇÃO não paga o dono da casa, logo, quem ele resolve cobrar? A pessoa que ele entende como não sendo da federação, e que afinal não deveria estar ali. Visualizem o Sr. Almeida, espreitando a minha descida para cobrar o pagamento. QUE NEM SOU EU QUEM FAZ! Mas agora dei adeus ao Sr. Almeida e sua água que nunca funciona direito, seu apartamento escuro e vazio de decoração, pois, só tem móveis se quem estiver lá PAGAR extra por eles. Este foi o motivo para receber o contrato...
Voltamos ao novo apartamento, Rua. John Issa 275 – Apt 4, Centro de Maputo, vista para um jardim incrível e com uma varandinha linda. Casa toda equipada, com história nas paredes, cheiro das pessoas, casa com cara de casa. Mas não é só minha, tenho apenas um quarto nessa imensidão, e um espacinho na cozinha, mas vou me espalhar. O espaço é alugado por um inglês, desses também com 52 anos, mas parece ter muito mais (concluo que só brasileiros tem uma carinha nova pra sempre. Ou é a água ou o carnaval que fazem esse bem a nossa pele). Quando cá vim a primeira vez, tudo certo, ele disse que tiraria coisas do quarto...MENTIRA. Chego e embaixo da cama tem um monte de tralha, dessas que você nem consegue distinguir, e deparei-me com um cheiro atípico, não sei bem do que, mas não me deixou dormir a noite inteira. Plano 1 do dia seguinte: arrumar tudo e comprar qualquer produto muito cheiroso. Plano traçado e com deadline certo. FIZ. Nesse momento, o meu quartinho é o lugar mais cheiroso da casa. E as tralhas? Desapareci com todas. E amanhã, abrirei a caixa de Pandora para o dono dar um sumiço descente a todas elas. Deixe a energia fluir. A limpeza foi uma daquelas. Varri cada cantinho, passei pano em tudo (menos no quadro ridículo com a Elizabeth Taylor que fica atrás de mim), joguei coisas no “lixo”. Ou melhor, coloquei à disposição do lixo. PORÉM, no meio desse objetivo, quando adentro a casa me deparo com o GRINGO e uma “amiga”, da terra, jantando juntos. Fiquei extremamente sem reação, afinal, acabei de chegar, vou sentar à mesa do dating? Acho que não. Melhor não, e nem vou explicar-me. Ele puxa conversa, e eu to lá na cozinha arrumando minhas coisas, as quais deveriam caber num pequenino armário. Tolinho, me espalhei um pouco mais. Sei que a conversa entre o casal estava difícil, de um lado o português era ruim de mais (mas pro objetivo principal, funciona) do outro o inglês não existia. Enfim, um QUERO formalizou a mudança da sala, com aparelho de som e tudo, para o quarto. Sim, eu tenho fone de ouvido e as paredes parecem até não ser assim tão finas. Mas ele abriu precedente.
No dia da mudança invadi a casa com mais três pessoas. Aqueles anjos que você arruma pela vida, e nunca te deixam na mão. EM homenagem aos anjos, tomei canja, que pra mim, é um sacrifício danado. Na volta ao novo LAR, encontro o dono com uma bata africana. É, um pouco estranho encontrar um branquelão metido a Zulu.
Pra fechar a noite do primeiro dia, até me ofereceram carne, mas neguei, é isso ai. Tive que ouvir do gringo que eu e a empregada dele precisamos nos conhecer, pois, ele parece querer que eu traga a minha pra cá...Entendo as individualidades inglesas, mas não dividir empregada, é um pouco demais. Vamos resolver. Nisso tudo aparecem duas meninas de Singapura para dormir na sala. PERA LÁ: SINGAPURA? Sim, sim, Couch surfer. Por mim, pode dormir à vontade, já estou caindo fora das minhas frescuras. Quando enfim acredito que vou dormir em paz, meu telefone toca, exatamente às 22h, e é o chefe pedindo mais uma coisa (tenho pelo menos 5 projetos grandes pra sexta –feira, sendo que, pra tudo é necessário tempo de produção) para a sexta – feira. No mundo dele, existe um gasto muito grande comigo que não está tendo retorno, penso eu. Mas sobre as atitudes HUMANAS nessa terra, isso é um capítulo a parte.
Com cheirinho de Relaxing Aromotherapy Fragance – KLIN, by Wings, produzido na Indonésia, vou dormir. E que venha amanhã. E que venha outubro!
C.L.: passo – a – passo dessa mudança, de vida, de sintonia! Um viva a nova CAROL LUZ que está vindo por ai.
08/06/11
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Dois
Eram DOIS completamente diferentes, na essência.
Ele veio assim, observador, decidido, homem, blasé, inteligente. Acreditava em si mais do que qualquer um pudesse entender. Talvez, tivesse tantas incertezas que precisava esconder, atrás dessa capa de homem-que-sabe-o-caminho-que-quer-seguir. E ele caminhava assim. Fazia questão de seduzir a tudo e a todos, (to-dos) inflando seu EGO e sua alma. Caminhava bem. Até que as suas certezas fossem abaladas por qualquer comentário insólito ou mesmo qualquer dúvida dentro dessa fortaleza, certeza.
Ele veio assim, doce, jovem, reservado, incerto, inteiro. Esteve tão inteiro por alguns momentos que se perdeu dentro dele mesmo. Fez confissões, abriu portas, mas não as sustentou. Quis mas não soube querer quando era possível. Escondeu-se num mundo completamente seu, com sua rotina, sua casa, seus livros, SUA vida. Decidiu não dividir. Caminhava bem. Até que as suas certezas fossem abaladas pela reação que não esperava.
AMBOS não esperavam. E não esperam. Mas a reação que fizeram crescer é exatamente a que hoje recebem: NADA. Não há procura. Deixar a porta entre aberta é um risco que se corre. Não há declaração. Isso precisa vir dos olhos, não da boca. Não há. Pois eles fizeram com que não VIESSE.
Os dois juntos formariam um grande amor. MAS NÃO FORMAM. E não há escolha. A tal mocinha, resolveu não escolher, pois não há o que escolher. Um veio sem promessa, o outro com. Ambos vieram com o propósito de desestabilizar. Mas não o farão.
A mocinha, que pouco foi falada aqui, veio assim: coração fechado, cabeça no lugar, propósitos estabelecidos, e necessidade de esconderijo. Esteve inteira no tempo que lá esteve, e acreditava em si mais do que qualquer um pudesse entender. Fez confissões, abriu portas, talvez, tivesse tantas incertezas que precisava esconder, escondeu-se num mundo completamente seu. Decidiu não dividir. Caminhava bem. Até que esses caminhos se cruzaram, e transformaram a mocinha em MULHER. E a mulher caminha, sem pretensão, sem pressa, sem expectativa. Ela cria a vida que em si, e mobiliza-se a favor de si. Pode até reabrir as portas, mas enquanto o terreno não está totalmente preparado, segue sua rotina com ambos em seus lugares. SUAS vidas.
C.L.: e assim caminha, e caminhará. Decidida, certa de sim, no seu mundo.
Ele veio assim, observador, decidido, homem, blasé, inteligente. Acreditava em si mais do que qualquer um pudesse entender. Talvez, tivesse tantas incertezas que precisava esconder, atrás dessa capa de homem-que-sabe-o-caminho-que-quer-seguir. E ele caminhava assim. Fazia questão de seduzir a tudo e a todos, (to-dos) inflando seu EGO e sua alma. Caminhava bem. Até que as suas certezas fossem abaladas por qualquer comentário insólito ou mesmo qualquer dúvida dentro dessa fortaleza, certeza.
Ele veio assim, doce, jovem, reservado, incerto, inteiro. Esteve tão inteiro por alguns momentos que se perdeu dentro dele mesmo. Fez confissões, abriu portas, mas não as sustentou. Quis mas não soube querer quando era possível. Escondeu-se num mundo completamente seu, com sua rotina, sua casa, seus livros, SUA vida. Decidiu não dividir. Caminhava bem. Até que as suas certezas fossem abaladas pela reação que não esperava.
AMBOS não esperavam. E não esperam. Mas a reação que fizeram crescer é exatamente a que hoje recebem: NADA. Não há procura. Deixar a porta entre aberta é um risco que se corre. Não há declaração. Isso precisa vir dos olhos, não da boca. Não há. Pois eles fizeram com que não VIESSE.
Os dois juntos formariam um grande amor. MAS NÃO FORMAM. E não há escolha. A tal mocinha, resolveu não escolher, pois não há o que escolher. Um veio sem promessa, o outro com. Ambos vieram com o propósito de desestabilizar. Mas não o farão.
A mocinha, que pouco foi falada aqui, veio assim: coração fechado, cabeça no lugar, propósitos estabelecidos, e necessidade de esconderijo. Esteve inteira no tempo que lá esteve, e acreditava em si mais do que qualquer um pudesse entender. Fez confissões, abriu portas, talvez, tivesse tantas incertezas que precisava esconder, escondeu-se num mundo completamente seu. Decidiu não dividir. Caminhava bem. Até que esses caminhos se cruzaram, e transformaram a mocinha em MULHER. E a mulher caminha, sem pretensão, sem pressa, sem expectativa. Ela cria a vida que em si, e mobiliza-se a favor de si. Pode até reabrir as portas, mas enquanto o terreno não está totalmente preparado, segue sua rotina com ambos em seus lugares. SUAS vidas.
C.L.: e assim caminha, e caminhará. Decidida, certa de sim, no seu mundo.
Em tempo de mudança, a gente voa conforme a maré. Desse jeito.
Não que fosse estranho, mas realmente, é novo. Tudo sempre tem seu momento de NOVIDADE, já que tudo é mutável. Nessa nova fase que se instala, a minha vida passará por uma grande transformação: EU e um outro, dividindo apartamento. Medo? Nunca, ansiedade. De acertar, de ter feito a escolha correta, de me superar. Penso que a SUPERAÇÃO, é o mais importante para o momento.
Todas as mudanças estão completamente sob o meu COMANDO. Ninguém escolheu a minha nova casa, menos ainda meu novo parceiro. Foi uma escolha só minha e da minha intuição. Jamais pensei em dividir casa com alguém que se quer conheço ou que não tenha nenhum laço afetivo comigo. Mas vejo essa MUDANÇA como um bom começo para aprender a DIVIDIR mais. Sou filha única, com manias e vontades, mas sei respeitar, penso eu. Essa será a prova de fogo para essa VERDADE. Tenho mais de 30 anos e NUNCA passei por essa experiência, e como o UNIVERSO é sábio, eu preciso disso. E o Universo também precisa desse novo eu que se explora e se abre.
Tenho recebido das pessoas, com as quais divido (achava) a minha vida, que nesse último mês, eu me abri, me dei, me dividi mais. EU. No sentido bom do eu, daquele que se vê, se entende, se explora, se entrega. Estou me entregando a mim mesma de uma vez só. LIBERTANDO vontades e carinhos que antes ficavam só em mim. Estou me jogando no mundo de cabeça, com os braços abertos para os resultados.
Penso, sim, eu penso muito, mas nem sempre coloco pra fora, que só a prática fará com que os resultados sejam alcançados. Estou no caminho do meio, tentando me equilibrar diante de tanta mudança, e agora, sinto-me plena para dizer que TUDO que estou recebendo é apenas para o meu bem –estar futuro. Não caberá nessa nova VIDA a dúvida, a incerteza, a insensatez. Mas CABERÁ, SIM, a despedida, a mutação, o olhar pra dentro, a COMPREENSÃO.
C.L.: Tudo posso naquele que me fortalece. Eu me fortaleço. O Universo me fortalece.
Todas as mudanças estão completamente sob o meu COMANDO. Ninguém escolheu a minha nova casa, menos ainda meu novo parceiro. Foi uma escolha só minha e da minha intuição. Jamais pensei em dividir casa com alguém que se quer conheço ou que não tenha nenhum laço afetivo comigo. Mas vejo essa MUDANÇA como um bom começo para aprender a DIVIDIR mais. Sou filha única, com manias e vontades, mas sei respeitar, penso eu. Essa será a prova de fogo para essa VERDADE. Tenho mais de 30 anos e NUNCA passei por essa experiência, e como o UNIVERSO é sábio, eu preciso disso. E o Universo também precisa desse novo eu que se explora e se abre.
Tenho recebido das pessoas, com as quais divido (achava) a minha vida, que nesse último mês, eu me abri, me dei, me dividi mais. EU. No sentido bom do eu, daquele que se vê, se entende, se explora, se entrega. Estou me entregando a mim mesma de uma vez só. LIBERTANDO vontades e carinhos que antes ficavam só em mim. Estou me jogando no mundo de cabeça, com os braços abertos para os resultados.
Penso, sim, eu penso muito, mas nem sempre coloco pra fora, que só a prática fará com que os resultados sejam alcançados. Estou no caminho do meio, tentando me equilibrar diante de tanta mudança, e agora, sinto-me plena para dizer que TUDO que estou recebendo é apenas para o meu bem –estar futuro. Não caberá nessa nova VIDA a dúvida, a incerteza, a insensatez. Mas CABERÁ, SIM, a despedida, a mutação, o olhar pra dentro, a COMPREENSÃO.
C.L.: Tudo posso naquele que me fortalece. Eu me fortaleço. O Universo me fortalece.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Deste lado de cá: Primeiro evento
Confesso, do fundo do meu coraçãozinho, que trabalhar comigo não é fácil. Faço cara feia várias vezes, apesar de tentar diariamente mudar, grito, me perco e me acho, mas, acredito, trabalho. Não fujo do pesado, pelo contrário. Gosto de estar na atividade 100%. E diante disso, as oportunidades aparecem e eu as seguro com toda força, mesmo sempre existindo um probleminha ali outro aqui... Mas sigo a rima, e nunca deixo de aprender (ou pelo menos tentar). Pois, que pela segunda vez em um país estranho, no qual eu não entendo protocolos e um dito RESPEITO, sobrepõe-se a qualquer coisa. Mais um evento pro currículo, um daqueles que ninguém sabe muito bem pra onde vai, daqueles gostosinhos que a desorganização é plena e você é quem deve organizar algo que já acontece há 2 meses! Tenta de todas as formas tirar as idéias da cabeça, já que, não há REDE para compartilhar as ações, e ainda, não há REGRAS que façam com que todos tenham HÁBITO. Após a reclamação que me é peculiar, seguem, então, relatos do dia, que enfim chegou, tão esperado e sonhado.
Eram exatamente 4 mil crianças, a esmo, num campo com o gradil da “melhor qualidade” para suportar qualquer exaltação. Todas elas faziam parte daquele estereótipo África (o qual eu abomino): negras, pobres e sem rumo. Deveriam estar ali com seus professores. Mas em países abaixo da linha do Equador, educação é tratada como interesse político eleitoreiro, nãos como prioridade. Não havia, não existia a figura com autoridade chamada PROFESSOR. Talvez (pra ser legal), os que ocupam o cargo, nem tenham ido. Eu não os achava. Apesar do evento não ser propriamente bonito, para aquelas crianças era um grande acontecimento. Nesse momento, ponderamos as nossas visões e interpretações das coisas: bonito porquê? Por ser a única coisa, aquele momento no qual todas elas sentem –se ALGUÉM. Caminhamos. Batendo cabeça por que ninguém me percebe, e eu não percebo ninguém (no sentido de entender, mesmo), mas a coisa começa a fluir. Meu sangue ferve, já que, não consigo perceber putaria e ficar quieta, afinal, se é tão bom, faz sozinho e se esqueça que vivemos em COMUNIDADE. Bem, sem café da manhã, sem almoço, apenas com as guloseimas que guardei para o meu staff, sem comida, ninguém fica. Babilônia formada, mas vamos. Queriam que eu me transforma-se em 3, não, não dá pra fazer mitose. Sorry lá! Nem sou onipresente. Mas mesmo assim, caminhando. Primeiro show. Começa. Surge criança do ralo, da areia, da grana, de onde você puder imaginar, elas aparecem. E passando por lugares nos quais poderiam machucar-se, correndo, e encostando na grade super segura. Pânico. Grito pra conter, e quando vejo estou fazendo segurança embaixo do placo, com crianças que correm, gritam, cantam, estão felizes! Mas meu pânico não diminui. Falo com a artista, e penso, “tenho mesmo que avisar?”. Sim, pois, nesse momento surge a questão: RESPEITO. Isso, não há. Para definir, só a história. Um povo que passou por guerras, fome,e toda e qualquer pessoa que esteve aqui veio para explorar, não sabe o que é RESPEITO. Policiais com cassetetes nas crianças. Isso não pode ser possível, Policiais que reclamam de trabalhar, sim, isso é possível. Policiais que ganham a “mola”, o “extra” fardados, não, isso não é possível. Ninguém se respeitava, só no grito,isso, não é possível. CRIANÇAS. Apenas CRIANÇAS, causaram um alvoroço sem tamanho, e todas as delicadezes de um povo vêem à tona. Seguimos. Encerramos o evento com shows, partida de futebol, com direito a mandinga no escanteio, todo mundo num campo oficial de um time, no qual não HÁ iluminação à noite, retirando banners e recolhendo coisas, encerrou. Mas, a memória daquelas crianças e o cassetete, empurrões se, desculpas isso ficará para sempre. E a certeza de que, tudo é da forma como fomos criados para enxergar, também. Hoje, vivo em África. Tenho as minhas percepções, minhas teorias. Não posso hoje, consumir a “HISTÓRIA ÚNICA”, MAS, tenho o que é meu, a minha vivência, e sentidos, de tudo aquilo que RESPIRO. Sinto-me confortável em falar sobre, mesmo que não faça parte da história acima contada. Hoje vivo e cheiro África, uma terra estereotipada, e que aceita por conveniência o ser COITADINHO. E o mundo ainda gosta de ter esse COITADINHO. Mantém, subjuga, explora. Todo mundo e suas vantagens. Mas quais são essas vantagens? Não é possível alguém achar VANTAGEM ferir, maltratar, alguém! NÃO! Isso não é ADMISSÍVEL. Tenho milhões de momentos me perguntando por que estou aqui. E em alguns acho a resposta, que é óbvia: pra melhorar você e o outro. Minha vida não funciona assim também sem, pensar no outro, apesar de ser muito egoísta em outros. Mas RESPEITO, sim, eu conheço. CIDADÂNIA, eu conheço.
Daí passamos disso para aquilo, assim, numa força moçambicana de ser. O que pra mim não é DESREISPEITO, para os outros, É. E isso constato desde as relações mais próximas. Eu, BRASILEIRA que sou, e muito também pela criação que tive, não consigo “cagar” para alguém de fora no meu país. Pois, tá, aqui vai-se caminhando assim. E você resolve que trabalha em um lugar aqui, muda de casa, de vida, para estar aqui, e de repente, sente-se sozinha fazendo o que tem que fazer, já que, o empregador, parece, já fez muito por você, BRASILEIRA, que se acha. Não acho, tenho certeza. Injetamos dinheiro por aqui e mandamos milhões de profissionais por ano, Já que temos COMPETÊNCIA. Bem, que seja, no final de tudo, tenho que, pra variar, correr atrás do que é meu. Se eu fosse ALEMÃ, metade do esforço seria minimizado. Mesmo assim sigo. FIZ amigos, e escolhas. SIGO.
Esse mix todo é um desabafo, pequeno, do que vem acontecendo. Tive meu primeiro evento, vi minhas falhas, meus acertos. Redescubro esse mundo a cada momento. Sinto pena, amor, prazer. E feliz, por poder perceber tudo isso aqui.
C.L. 01/06/2011 – É. Sou capaz. E depois, mais informações...
Eram exatamente 4 mil crianças, a esmo, num campo com o gradil da “melhor qualidade” para suportar qualquer exaltação. Todas elas faziam parte daquele estereótipo África (o qual eu abomino): negras, pobres e sem rumo. Deveriam estar ali com seus professores. Mas em países abaixo da linha do Equador, educação é tratada como interesse político eleitoreiro, nãos como prioridade. Não havia, não existia a figura com autoridade chamada PROFESSOR. Talvez (pra ser legal), os que ocupam o cargo, nem tenham ido. Eu não os achava. Apesar do evento não ser propriamente bonito, para aquelas crianças era um grande acontecimento. Nesse momento, ponderamos as nossas visões e interpretações das coisas: bonito porquê? Por ser a única coisa, aquele momento no qual todas elas sentem –se ALGUÉM. Caminhamos. Batendo cabeça por que ninguém me percebe, e eu não percebo ninguém (no sentido de entender, mesmo), mas a coisa começa a fluir. Meu sangue ferve, já que, não consigo perceber putaria e ficar quieta, afinal, se é tão bom, faz sozinho e se esqueça que vivemos em COMUNIDADE. Bem, sem café da manhã, sem almoço, apenas com as guloseimas que guardei para o meu staff, sem comida, ninguém fica. Babilônia formada, mas vamos. Queriam que eu me transforma-se em 3, não, não dá pra fazer mitose. Sorry lá! Nem sou onipresente. Mas mesmo assim, caminhando. Primeiro show. Começa. Surge criança do ralo, da areia, da grana, de onde você puder imaginar, elas aparecem. E passando por lugares nos quais poderiam machucar-se, correndo, e encostando na grade super segura. Pânico. Grito pra conter, e quando vejo estou fazendo segurança embaixo do placo, com crianças que correm, gritam, cantam, estão felizes! Mas meu pânico não diminui. Falo com a artista, e penso, “tenho mesmo que avisar?”. Sim, pois, nesse momento surge a questão: RESPEITO. Isso, não há. Para definir, só a história. Um povo que passou por guerras, fome,e toda e qualquer pessoa que esteve aqui veio para explorar, não sabe o que é RESPEITO. Policiais com cassetetes nas crianças. Isso não pode ser possível, Policiais que reclamam de trabalhar, sim, isso é possível. Policiais que ganham a “mola”, o “extra” fardados, não, isso não é possível. Ninguém se respeitava, só no grito,isso, não é possível. CRIANÇAS. Apenas CRIANÇAS, causaram um alvoroço sem tamanho, e todas as delicadezes de um povo vêem à tona. Seguimos. Encerramos o evento com shows, partida de futebol, com direito a mandinga no escanteio, todo mundo num campo oficial de um time, no qual não HÁ iluminação à noite, retirando banners e recolhendo coisas, encerrou. Mas, a memória daquelas crianças e o cassetete, empurrões se, desculpas isso ficará para sempre. E a certeza de que, tudo é da forma como fomos criados para enxergar, também. Hoje, vivo em África. Tenho as minhas percepções, minhas teorias. Não posso hoje, consumir a “HISTÓRIA ÚNICA”, MAS, tenho o que é meu, a minha vivência, e sentidos, de tudo aquilo que RESPIRO. Sinto-me confortável em falar sobre, mesmo que não faça parte da história acima contada. Hoje vivo e cheiro África, uma terra estereotipada, e que aceita por conveniência o ser COITADINHO. E o mundo ainda gosta de ter esse COITADINHO. Mantém, subjuga, explora. Todo mundo e suas vantagens. Mas quais são essas vantagens? Não é possível alguém achar VANTAGEM ferir, maltratar, alguém! NÃO! Isso não é ADMISSÍVEL. Tenho milhões de momentos me perguntando por que estou aqui. E em alguns acho a resposta, que é óbvia: pra melhorar você e o outro. Minha vida não funciona assim também sem, pensar no outro, apesar de ser muito egoísta em outros. Mas RESPEITO, sim, eu conheço. CIDADÂNIA, eu conheço.
Daí passamos disso para aquilo, assim, numa força moçambicana de ser. O que pra mim não é DESREISPEITO, para os outros, É. E isso constato desde as relações mais próximas. Eu, BRASILEIRA que sou, e muito também pela criação que tive, não consigo “cagar” para alguém de fora no meu país. Pois, tá, aqui vai-se caminhando assim. E você resolve que trabalha em um lugar aqui, muda de casa, de vida, para estar aqui, e de repente, sente-se sozinha fazendo o que tem que fazer, já que, o empregador, parece, já fez muito por você, BRASILEIRA, que se acha. Não acho, tenho certeza. Injetamos dinheiro por aqui e mandamos milhões de profissionais por ano, Já que temos COMPETÊNCIA. Bem, que seja, no final de tudo, tenho que, pra variar, correr atrás do que é meu. Se eu fosse ALEMÃ, metade do esforço seria minimizado. Mesmo assim sigo. FIZ amigos, e escolhas. SIGO.
Esse mix todo é um desabafo, pequeno, do que vem acontecendo. Tive meu primeiro evento, vi minhas falhas, meus acertos. Redescubro esse mundo a cada momento. Sinto pena, amor, prazer. E feliz, por poder perceber tudo isso aqui.
C.L. 01/06/2011 – É. Sou capaz. E depois, mais informações...
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