De repente ela se viu assim, praticamente nua, sem a roupa mais preciosa que tem em seu corpo: sua frieza. Tudo apareceu numa noite de adeus, lá estava, mas foi trazido à tona através de uma mensagem. O eu que se despe diante de uma demonstração de afeto, se joga, se deixa, tomou conta dessa moça, em um momento que talvez não seja o certo. Culpa (e mais uma vez o problema da alma – a culpa) dela em deixar a porta entreaberta para que ele pudesse entrar. Dura, direta, ela não se permitia, mas resolveu arriscar. Para quê? Para ter mais um momento de desapontamento? Para não saber o que fazer? Talvez inconscientemente ela goste de sofrer. Talvez conscientemente ela esteja criando mais uma armadilha para se sabotar diante de tudo. Por isso precisa ter calma para não colocar palavras e sentimentos onde não há. Talvez, seja uma forma dele se apresentar, de se proteger do que já passou. Ela, por sua vez, quer a intensidade da vida a dois, dos perigos de se entregar, da loucura que deixa a gente sem fôlego quando nos apaixonamos. Ele a fez redescobrir a conquista, agora ele faz com que ela desista. Ou ela faz isso a si mesma? Suas contradições de sempre. Ele, num lugar distante tem seus pensamentos exclusivos, pois, não os deixa transparecer. Ela pergunta, ela cutuca, para ouvir se segue se entregando ou se volta a se vestir. Ela quer certezas, sejam quais forem. Ela quer o direto a. Ele não a deixa saber as respostas. De repente um jogo, um daqueles que não ficamos confortáveis ou inteiros, isso ela abomina. Em alguns momentos a moça se pega querendo escrever, ligar, falar, textos enormes sobre o que se passa dentro dela, isso é expor – se, colocar-se em fragilidades. Isso ela não pode. Tem que ser forte, para o que for seu destino, mantendo suas metas e objetivos, andando sempre pra frente. Mas está fechada para balanço, uma olhada na vida e no universo, pra ver se de cima vem a resposta que precisa.
Ela chora e guarda. Ela engole a dúvida e cospe o medo. Ela se olha no espelho. Talvez exista um sinal. Talvez não.
C.L. 24/02/11
Pra mim, para ti, para uma idealização que talvez tenha existido. Pra um.
Fases de mim, e o que fazes de mim. Pensamentos, dicas, críticas, choros, risos o que fizer parte da fase.
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Diga sim a você!
Numa daquelas noite sem fim, dormindo tarde, era como se deus (pela intimidade) falasse com ela. Então? Vai continuar ai ou mudar o rumo dessa prosa? Que prosa, cara! Eu to vendo o que há, como há e onde há, mas...preciso da sua ajuda. Ajuda? A ajuda eu deixei dentro de cada um de vocês ao nascer. Não me venha com isso... Entendo...Entendo muitas coisas e outras não. Vejo e não enxergo. Tô tentando. Menina. Você foi tão deseja, lembra? Não? E das histórias de corredor que ouvistes, não lembra? Lembro...Melhor assim. Você foi desejada, e amada, do jeito que era possível amar, sempre, afinal, mesmo com o dom do amor, nem todas as pessoas são capazes de externar. Mas você foi. Teve educação, estudou, possibilidade de viagens, isso por merecimento do karma, hã? E agora vai entrar nessa, de se jogar pela vida, sem valor nenhum??? Como assim? Te mandei de novo pra cá, pois, acredito na sua capacidade de aperfeiçoamento. Você vai me decepcionar assim??? Não... não irei. Vou melhor, eu prometo, por você. Por mim não, POR VOCÊ. Ok! Certo. Fechado. Porque menina, afinal você anda aceitando migalhas? Tenho pena? Porque pena? Porque acho que de alguma forma posso contribuir para o cresci...Esquece. Cada um é eternamente responsável pelo o que faz. Se você continuar insistindo em fazer isso, no final não ajudará ninguém,mas sim, se afundará. Antes de tudo, aprenda a se olhar, se valorizar, se amar, pra então passar esses sentimentos nobres, pois não são todos que conseguem, adiante.
Entendido. É isso. Direi sim a mim.
Exato. E não as migalhas de amor, seja de quem for.
C.L.: numa conversa com deus, Maria Claudia e Carol Luz.
Entendido. É isso. Direi sim a mim.
Exato. E não as migalhas de amor, seja de quem for.
C.L.: numa conversa com deus, Maria Claudia e Carol Luz.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
A história de Lily Braun - Chico Buarque
Como num romance
O homem dos meus sonhos
Me apareceu no dancing
Era mais um
Só que num relance
Os seus olhos me chuparam
Feito um zoom
Ele me comia
Com aqueles olhos
De comer fotografia
Eu disse cheese
E de close em close
Fui perdendo a pose
E até sorri, feliz
E voltou
Me ofereceu um drinque
Me chamou de anjo azul
Minha visão
Foi desde então ficando flou
Como no cinema
Me mandava às vezes
Uma rosa e um poema
Foco de luz
Eu, feito uma gema
Me desmilinguindo toda
Ao som do blues
Abusou do scotch
Disse que meu corpo
Era só dele aquela noite
Eu disse please
Xale no decote
Disparei com as faces
Rubras e febris
E voltou
No derradeiro show
Com dez poemas e um buquê
Eu disse adeus
Já vou com os meus
Numa turnê
Como amar esposa
Disse ele que agora
Só me amava como esposa
Não como star
Me amassou as rosas
Me queimou as fotos
Me beijou no altar
Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais cheese
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz
O homem dos meus sonhos
Me apareceu no dancing
Era mais um
Só que num relance
Os seus olhos me chuparam
Feito um zoom
Ele me comia
Com aqueles olhos
De comer fotografia
Eu disse cheese
E de close em close
Fui perdendo a pose
E até sorri, feliz
E voltou
Me ofereceu um drinque
Me chamou de anjo azul
Minha visão
Foi desde então ficando flou
Como no cinema
Me mandava às vezes
Uma rosa e um poema
Foco de luz
Eu, feito uma gema
Me desmilinguindo toda
Ao som do blues
Abusou do scotch
Disse que meu corpo
Era só dele aquela noite
Eu disse please
Xale no decote
Disparei com as faces
Rubras e febris
E voltou
No derradeiro show
Com dez poemas e um buquê
Eu disse adeus
Já vou com os meus
Numa turnê
Como amar esposa
Disse ele que agora
Só me amava como esposa
Não como star
Me amassou as rosas
Me queimou as fotos
Me beijou no altar
Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais cheese
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz
Desfaz-se
Tem épocas que nada na vida parece certo muito menos concreto. Tens-se ai fins. Dar ponto final em qualquer história, acontecimento, momento é o melhor a fazer por sua alma. Ela não pensava assim. Pensava que a melhor maneira, talvez a única, de viver, era não se ver, não se amar e menos ainda, não se libertar.
Cadeias lotadas sempre, pessoas gostam de prisão e comida na mão. Cadeias do coração então, cheiíssimas. Nada contra, faça da tua vida a sua estrada principal e vá, mas que dá pena há dá. Nunca a vi diferente. Nunca a vi feliz. Nunca a vi AMAR. Apenas se entregando a qualquer buraco que apareça no caminho, com medo de mostrar-se, de abrir, de se AMAR. Resumimos que essa menina, sim, ela ainda não é mulher, não sabe amar. Se o soubesse, estaria feliz como estivesse. Amaria a si mesma como ama as outras coisas. De repente, vozes dizem: acho que ela pode cometer uma loucura. A minha voz diz: não. Não é capaz. Loucura é ato de coragem, e ela, não o é.
Mas é mesmo possível um ser não enxergar além do que é o seu universo? Como não? O mundo é grande, palpável, tem gosto e cheiro, tem mais gente do que se imagina, em cada quadra, em cada canto, em cada praça. Podemos e devemos nos arriscar. Mas não, não fale nada. Você já disse demais. Não, não se abra agora, você já se abriu demais. NÃO! Não ache que podes colocar sanidade onde não existe, isso deve ficar a cabo de quem a vive.
E os dias passam. E, Não. Não se desfaz, não se ama, não se liberta. Essa bengala virou cama para coma. Não. Não. Não. E é isso que ela diz. Que não consegue, que não pode, que não quer. A repetição do não deixa a gente tão pequeno... Ok, ok. Pensamento seu. O outro, diz não. Mas, mesmo assim, como entender uma pessoa que tem a vida pela frente e insiste em não aproveitar? Você que aproveita de mais, girl, aliás, precisa parar. Eu sei, eu sei... Mas, mesmo assim... Como? Idade ainda tem assim como beleza e espírito. Ninguém roubou a alma dela. Ela se rouba sempre. Ninguém a impede de ser feliz. Ela se impede. Ninguém disse que não a ama. Ela criou o que não a ama. Como fazer?
NÃO FAZER.
C.L. para ...
Cadeias lotadas sempre, pessoas gostam de prisão e comida na mão. Cadeias do coração então, cheiíssimas. Nada contra, faça da tua vida a sua estrada principal e vá, mas que dá pena há dá. Nunca a vi diferente. Nunca a vi feliz. Nunca a vi AMAR. Apenas se entregando a qualquer buraco que apareça no caminho, com medo de mostrar-se, de abrir, de se AMAR. Resumimos que essa menina, sim, ela ainda não é mulher, não sabe amar. Se o soubesse, estaria feliz como estivesse. Amaria a si mesma como ama as outras coisas. De repente, vozes dizem: acho que ela pode cometer uma loucura. A minha voz diz: não. Não é capaz. Loucura é ato de coragem, e ela, não o é.
Mas é mesmo possível um ser não enxergar além do que é o seu universo? Como não? O mundo é grande, palpável, tem gosto e cheiro, tem mais gente do que se imagina, em cada quadra, em cada canto, em cada praça. Podemos e devemos nos arriscar. Mas não, não fale nada. Você já disse demais. Não, não se abra agora, você já se abriu demais. NÃO! Não ache que podes colocar sanidade onde não existe, isso deve ficar a cabo de quem a vive.
E os dias passam. E, Não. Não se desfaz, não se ama, não se liberta. Essa bengala virou cama para coma. Não. Não. Não. E é isso que ela diz. Que não consegue, que não pode, que não quer. A repetição do não deixa a gente tão pequeno... Ok, ok. Pensamento seu. O outro, diz não. Mas, mesmo assim, como entender uma pessoa que tem a vida pela frente e insiste em não aproveitar? Você que aproveita de mais, girl, aliás, precisa parar. Eu sei, eu sei... Mas, mesmo assim... Como? Idade ainda tem assim como beleza e espírito. Ninguém roubou a alma dela. Ela se rouba sempre. Ninguém a impede de ser feliz. Ela se impede. Ninguém disse que não a ama. Ela criou o que não a ama. Como fazer?
NÃO FAZER.
C.L. para ...
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