Estarei sempre repleta.
Seja de silêncio, seja do que for.
Sinto – me parte totalmente integrante desse universo complexo
no qual a maioria se quer, gasta tempo sem ser com si mesmo.
Não serei passiva. A vida ferve e eu a rumino. Não como, mas observo. Rumino e em determinado tempo, engulo com prazer. E assim,
absorvo.
Estou repleta da certeza do vazio que tenho daquilo que não
sei. E não saberei.
Completo-me inteiramente do saber que sei, do olhar que
enxergo, do amor que aceito. E do que
não sei.
Quero estar ao lado por plenitude, por olho no olho, pela
gargalhada.
Desejo um mundo que se transborde em si, por ser, humano.
Quero permanecer repleta do amor que se realiza no encontro
do que somos e como somos. Te quero ser. Não te quero ter.
C.L.: 08/06/16