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terça-feira, 26 de outubro de 2010

De repente, 2.

A vida seguia um turbilhão de emoções, além das descobertas e redescobertas constantes, a caminhada seguia em ritmo quase alucinante em alguns aspectos, em outros, demasiado parado. Nessas idas e vindas que a vida dá, no meio de momentos que pareciam certeza, uns copos, pessoas, lugares e música. Nada melhor que música para embalar qualquer mudança ou decisão da vida de um ser. Nada. Diante das dúvidas pelo olhar de um novo tempo que se estabelecia, diante de adeus e até breve, começava aquela noite sem perspectivas de encontros: a reviver.

Todos os sabores divinos já estavam devidamente alcançados, faltando apenas entregar-se ao prazer sonoro, pois, essa era a sua única meta. A lembrança do barulho do trem, o estalar dos copos cheios, o cheiro da noite e a força do sax, a levaram diretamente ao melhor que aquele lugar lhe proporcionou. Pessoas e peles, com suas teorias, gargalhadas e apresentações, levou, alguns daqueles a outras esferas, posto que, a música é o melhor para embalar qualquer mudança. Fomos e voltamos. Nos encontramos perdidos numa noite de outros, mas dançamos e nos divertimos, intensos, inteiros. E as novas almas que se encontravam eram apenas isso. Talvez para uma dessas almas, apenas. A outra, não sabemos entender. Dançando como se tudo ao redor tivesse sido extirpado dali, encontro do que é semelhante e completamente diferente, fez peles encostarem-se. E sentirem-se. E deixaram apenas acontecer. Poucas horas, pouco tempo, pouco conhecimento, poucas coisas em comum, mas deixaram-se.

- Hum. (um sim, um sempre, um estou).

- Tenho coisas a fazer, você vem? (pensando: acabamos de nos conhecer, por inteiro quase, agora é aquela hora que ele pega a bolsa e vai embora.)

- Hum (um sim, um sempre, um estou)

Fomos e passamos por um dia que apenas almas que se encontram e se entendem de maneira complementar (na vida) fazem. O sol abençoando as caminhadas e situações. À noite. Agora sim, tenho certeza, ninguém vai me enganar, agora nada de telefonemas, mensagens, foi embora pra sempre. Mas não há problemas, estou em dúvida, tenho um coração dividido por minha conta e risco. A mensagem chega, a mesa de bar, pessoas comuns, conversas, risos, mãos que se tocam sem saber bem como nem onde. Apesar de já terem passeado por suas almas. Manhã de adeus, ou até breve, uma certeza completamente incerta, a dúvida, as palavras, os carinhos. Mas agora nada vai tirar a minha certeza, vai ser adeus. Nada de contato, não trocamos tecnologias de contato direto para tal, porque, afinal, é adeus.

Contatos chegam todos os dias, sentimos e nos permitidos conhecer, olhar pra dentro e sentir. Uma conquista após a conquista. Todos os dias. Se sabemos onde vai parar? Não. Afinal: “Eu também tenho saudades tuas e sim, se tivesses cá não te largava. Ou estamos a idealizar? Bem, isso não me importa. :)”

O que importa é viver. É sentir. Se idealizarmos, isso realmente não importa. O que vale é que não te largo, nem daqui, nem de lá. Enquanto durar.

"When I meet you around the corner
Oh I said baby, never let me be a loner
And then you hold me tight, you make me feel alrightYes when you hold me tight, you made me feel alright

... Satisfy my soul, satisfy my soul, satisfy my soulThat's all I want from you, that's all I'll take from you
Satisfy my soul, satisfy my soul"

C.L.: para o começo de um bem querer mais que querer.