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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Outras linhas

Acendo um cigarro e penso: no que quero pra mim. Gostaria de um chip na minha cabeça que fosse capaz de computadorizar absolutamente tudo o que penso. Palavras, cores, gostos, desejos. Tô meio clichê, eu sei. Mas eu sou assim. Assim como você é. Quero muito mais do que tenho, mas também quero ver que o que tenho é tudo. Tudo o que preciso, e preciso agradecer. Ao que recebo, pois, nada acontece à toa, ao que não recebi idem, e ao que receberei. Paro para entender como funciono, como me absorvo, como me conduzo. Como??? Fumo. Bebo água e respiro, e penso...

Tudo me foge. Você me foge. Você não é significado de alguém. É algo, alguma coisa que corre de mim. Sejam palavras, atos, forças. Fogem. Tenho um turbilhão de idéias desconexas na minha cabeça nesse momento. Não sei o que falo, nem o que quero. Tenho sono. Antes que surte: durma.

C.L. mais algumas linhas

4:40h

São 4:40h da manhã. O dia vem vindo, e dentro de mim, sabe –se lá o que. Tenho vivido dias intensos, não raros, mas rara é a lucidez que me assola. Amigos que rondam dizendo: “ faz análise”, outros que disputam comigo aquilo que quero ser. Umas outras apenas passam... e pensam. De todas essas dores e sentimentos vividos, muitos carrego comigo, outros não. Escrevo e exponho, a essa hora da manhã, o que anda por aqui...por ai... Tenho vivido dúvidas,medos, angústias e reflexões. Penso numa vida melhor. Mas o que seria melhor diante da possibilidadade de poder comer, beber, pagar um taxi e ter roupas??? Será que os momentos vividos numa favela não me fazem ver melhor? Fazem. E farão. Mas as angustias do ser humano são tão egoístas que nos impedem de ver. Vivemos como se nada fosse satisfatório, apesar de termos absolutamente tudo. Andamos e vagamos por ai.

Mas o que me deixa angustiada é esse momento de troca, de mudança obrigatória que é o ano novo. To aqui refletindo o que se deve fazer o ano todo. To pensando nos que estão ao meu lado, nos que estão longe, nos que disputam. To tentando arrumar os caquinhos de mim em algo que não sei bem o que é. To tentando ficar em pé.
E vamos à luta, ou não. Mas vamos. Para onde quiserem que estejamos.

C.L. = madrugada, em dúvida. Em mim.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A menina e o medo

Não cabia mais naquele corpo o medo. Era chegada a hora de expulsar, libertar-se. A doçura ficava escondida. O domínio do medo era intenso, mas tanto, que a fazia não ser capaz de sentir. Suas reações nunca eram de aproximação. Ela expelia, ela gritava, ela se fazia sozinha. Mas era amada, por muitos, pelo ser humano transparente que era. Ficava distante, sempre, dos sentimentos, fingindo aproximação em encontros, conversas, festas. Ela era uma menina, presa a um corpo e atitudes envelhecidas. Quando a menina tentava sair, era permitida, por tempo determinado. Aquela menina merecia ser feliz. Só a dona da prisão não via...

Fez da sua vida seu trabalho. Seu trabalho era o universo conhecido, amado, entendido. Não se via sem aquela extensão do seu corpo. Transformou-se em mesa. Dura, fria, seca. Rangia quando pesada, rachava quando sobrecarregada. Não tinha escape. Pra onde ir quando não se abre a porta de saída? O medo a fez não dividir mundos. A fez querer sempre juntá-los. O fez. E fez – se presa. Aprisionada em sua própria cela, a menina, não achava a chave. Nem a procurava. Gritava. De dor, pois o medo de não ser alguém, transformou sua vida em uma prisão. Medo daquele seu eu inventado um dia acabar...E vai acabar. Tudo tem fim. E no dia em que acabar, o que será da menina – mesa? Sem ter pra onde correr? A vida que se prende àquelas paredes vive só. As outras vidas vivem mundos.

A prisão, um dia, a fez ver que estava ali, longe, parada inatingível. Essa mesa atacava, tinha vida, furor, sangue quente. Porém os sentimentos intensos nunca eram para a transformação daquilo que tornara-se.

Essa menina não aceitava a mão que se estendia para a sua libertação. Relutava, brigava ainda mais. Temia. Temia gostar, se desprender e descobrir um novo mundo lá fora. Temia arriscar e talvez não ser amada, não ter amigos. Temia atravessar e arriscar. Fraqueza.

A mão cansou de ser expulsa, por ser real, por querer levar a mesa ao mundo mágico da vida. De coração partido, disse adeus. E deu-se o fim dessa saga.

C.L – 23 de novembro: para pessoas que insistem em não viver mundos separados. Abra e feche portas, sempre. Mantenha o seu direito de ir e vir.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Olhos...

Levantou e seguiu para pegar um café. De praxe, faz isso pelas manhãs e tardes que passam por nós. Nenhuma novidade, nenhum stress, nenhum enredo. Pegar – café – colocar – açúcar – falar um pouco – volta ao local de trabalho. Esse era o trajeto, era o objetivo. Uma porta abriu, pessoas, diferentes, estranhas, pessoas, saíram. Um par de olhos lá ficou, olhando para seu computador, fechando pauta. Ela parou. Olhou essa pessoa nova, estranha, interessante, pessoa que estava ali. Bateu lá no fundo. Mas a volta ao caminho de sempre fez sumir, os olhos. A idéia.
Passaram dias, e aqueles olhos não voltaram. Depois apareceram, eles tinham cor, e ela os viu novamente. Viu, e bateu. Bateu de novo. E de novo, de novo, de novo. Dias ser ver, fazia falta, não iluminava, mas o dia corria, o seu trajeto natural e corrido.


Permaneceram assim, durante um tempo, uns olhos viam os outros que não viam os uns. Ela era invisível aos olhos que a faziam sorrir. Passava, mudava o caminho, ia e voltava, mas os olhos de cor continuavam cegos ao seu caminhar. Ela desistiu. Esses olhos tinham a quem olhar. Tempo corrido, noites em claro, oportunidades, olhos novos, fez-se o tempo. De tanto passar e tentar se fazer notar, os olhos olharam. Sem interesse, sem. Mas olharam, a invisibilidade passara, e estava a um passo de tornar-se qualquer coisa: desprezo, raiva, sei quem é, alguém, uma mulher, um desejo.


Aqueles olhos de cor... Aquele dono dos olhos de cor: frases soltas, fechado, arredio, intenso, sarcástico, desafiador. Os olhos que olham: derretidos, sonhadores, intensos, tímidos, desejosos. Era assim que se constituía o dia para eles. As percepções começaram a aumentar, existia no ar um interesse, seja qual for, mas existia. A vontade de conhecer, talvez, o interior desses olhos. Não se pode ser apenas olhos. Existe mais. Os olhos que não eram vistos (agora eram) ouvira um dia: “ ...e ele era casado há 13 anos, apaixonado, um dia, numa festa , encontrou uma mulher e apaixonou-se perdidamente. Hoje, faz 22 anos que estão juntos. E você, vai fechar seus olhos quando estiver diante do amor da sua vida?” Os olhos entraram em órbita, mil pensamentos, mil verdades, mil mentiras... Resolveu que não fecharia seus olhos, e se aqueles olhos que ela via tão intensamente deveriam ao menos saber que ela existia, de verdade, e se fossem para olhar para ela pro restos das suas vidas, assim seria. Assim será.

E, numa manhã de alegria extrema, sabe-se lá por que, os olhos se olharam intensamente, e os olhos do desejo piscaram, para os olhos que sentiam. Foi intenso. Eles mudaram suas rotinas. Café, corredores, escadas, cigarros, portaria, se tentam. Tentam aproximação, ainda em vão. Mas vão. O que tiver que ser visto, será. Pelos olhos, pela vida, pelo amor.

Carol Luz – um momento que não é qualquer... 20 de outubro de 09.

domingo, 4 de outubro de 2009

Quem tem bom senso, jamais comete uma loucura de pouca importância

Li essa frase e entendi que ela é primordial para a minha a vida atualmente. Pois, tenho feito exatamente o contrário. Muita importância para qualquer coisa, das mais banais, daquelas besteiras que a gente nunca deu atenção. De repente, nos sentimos atingidos por pedrinhas que mais parecem pedregulhos. Tempestade em copo d água. Sabe como é... A gente perde oportunidades, ganha problemas, e uma baita dor no estômago. Mas é assim que a gente aprende. Ninguém nessa vida sabe tudo. Ninguém. Tem quem acredite, tem que deseje, mas não há. Vivo cada dia aprendendo com todos os meus erros. Eu erro muito, erro como ser humano, como profissional. Erro e admito. Mas não gosto de errar. Isso consome, dói, machuca. Apesar de acreditar na imperfeição, exijo de mim a alma, o ápice da perfeição que... Não existe! Uma pessoa contraditória, sim, eu sou.

Eu ando sem bom senso. Às vezes não sei nem se tenho. Tenho uma ânsia, uma loucura devastadora em mim. Tenho faltas, necessidades, apreensões, só não tenho medo. Estou vivendo aos tropeços, pelos meios, procurando uma direção que às vezes perco. E é dessas sensações que surge, nasce, brota a falta de bom senso. Ter bom senso é ter equilíbrio, e no momento, estou pendendo mais para um lado do que pra outro.

Há momentos na vida que a gente precisa sair de cena pra se entender, pra se equilibrar, energizar. Eu estou nesse momento. Trabalhar muito, focar no progresso do ser que trabalha e da vida que se segue. Tenho que aceitar como sou e pra onde quero ir, e me desfazer daquilo que não me serve...

Que a vida me brinde com a paz... com o bom senso e a capacidade de ver e sentir, de forma pura. Adiante!

ps: momento = colocando pra fora, e deixando que os outros vejam o eu.

domingo, 5 de julho de 2009

Crônicas da vida comum - Transformers cariocas

Há tempos penso sobre essa loucura chamada transito na cidade do Rio de Janeiro. É enlouquecedor ver e estar no meio desse transito. Foi num quase atropelamento, pra variar, que percebi a questão: parece que a cidade está cercada de Transformers!!! As pessoas quando compram um carro passam a ser parte integrante dele, isso mesmo! Ou é um pneu, um volante, um retrovisor... Não sei, mas a partir do momento que estão dentro, dirigindo sua poderosa máquina, esquecem que são humanos, e também atravessam ruas, andam por ai. Pois, é fácil perceber isso já que, quando parte desse fantástico maquinário, não existe mais sinal amarelo nem vermelho. O único objetivo é chegar ao destino final, não importa como. É isso que eu sinto todos os dias.

Vejo os carros em alta velocidade atravessarem o sinal vermelho, e você, é você, lá, paradona esperando a chance, ou melhor, a boa vontade do motorista parar e deixar você também seguir o seu destino final. Quantas vezes ficamos sem saber se podemos atravessar, mesmo com o sinal vermelho? Nessas horas, acho que o carro vai se transformar numa pessoa e me xingar, sairá andando pelas ruas como no filme. Os Transformers foram criados aqui, no Rio de Janeiro, disso eu não tenho dúvidas...

A gente espera que todos consigam perceber que eles não são apenas máquina, mas também são seres humanos e devem respeitar os outros. Um carro é quase uma arma na mão de muita gente. Faz com que a pessoinha sinta-se tão poderosa que acha ter o direito de esquecer que também é gente, tem vida, família e sentimos.
Quero muito dizer adeus aos Transformers carioca.

C.L.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Dia dos...Será que você entende?

É incrível como o tal dia dos namorados mexe com as pessoas...Mais um dia comercial, com um tema que deveria abranger todos os dias...Namore muito, seja parceiro, menos “nóico”, mais amigo, mais. Afinal, será que só nesse dia lembramos o que significa a palavrinha namorado? Não deveria ser assim. Deveríamos, antes de tudo, amar a nós mesmo. Por isso convoco, nessa sexta chuvosa e fria, que a gente olhe pra dentro, que todos tenham a capacidade de se apaixonar por você mesmo! Acho que esse deve ser o melhor e maior presente que podemos dar ao outro: nos amar. Quando a gente se ama, fica mais tranqüilo, confia, se liberta. Tem os que não suportam estar sozinhos, acho que devem ser pessoas que tem problemas consigo... Ou seja: como amar alguém se a gente não se entende, não se ama, não se valoriza?

Valorizar o próximo começa quando valorizamos os nossos sentimentos. Penso que no dia de hoje, deveríamos realmente fazer um “mutirão do amor próprio”. Se você está sozinho, assim como eu estou, relaxe, divirta-se com as suas maluquices, dance, abra o coração pra pessoa que sempre está com você, mas nem sem você conhece: você!!!

Beije-se, afague sua alma com o que gosta. Não há nada errado em ficar sozinho. Ok, ok, é muito bom dormir de conchinha, ter um alguém pra ligar, pra rir, pra contar as aflições, dividir a vida, e aquela melhor parte do contato físico, se é que vocês me entendem... Mas se ainda não chegou, paciência. Vai chegar. E com certeza, se nesse tempo você se propôs a se conhecer, o alguém quando chegar, encontrará uma pessoa tão tranqüila, decidida, segura, que desejará ficar ao lado sem pensar na hora de ir embora.

Ficamos combinados assim: hoje, com ou sem namorado, vamos brindar o amor próprio, o amor sem culpa, o amor, a cumplicidade da alma com o corpo, o término das crises, e a chegada de mais um período de felicidade.

Apaixone-se por você: não tem contra-indicação!

C.L.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Fofa, não, obrigada

É. Não sou fofa. Nunca fui, e talvez nunca serei. Às vezes sou mais dura que pedra, em outras mais perversa do que você poderia achar possível. Às vezes, poucas vezes, sou fofa. E é ai que não me reconheço.

Fofura demais é um saco. Pode virar carência, uma outra coisa chata. Pode ser falsidade, que é algo nojento, e pode simplesmente fazer parte daquele ser. O que não é o meu caso. Muitas vezes fico mansa, sou domesticada, o que pode dar uma leve sensação de fofura...hehehe...não é bem assim.

Mas essa dureza, racionalidade, praticidade, me faz ser mais forte do que penso, me regenera, me abre, me conduz. Algumas vezes preciso ser frágil, e o sou. Mas por pouco tempo, pois fragilidade não me agrada. É por isso que muitas vezes a gente fala com rispidez, olha com dureza, e chora de raiva. Tem quem sinta medo de mim, que se reserve por não aguentar a verdade sem dedos que vou falar. É bom? Sometimes. Me poupa ouvir o que não quero. É ruim? Sometimes. Me afasta, e às vezes cega. Ok,ok...mais da metade das vezes EU quis afastar. Não nego. Tenho dificuldade com pessoas às vezes. Elas tem ego. E eu também.

Tem dias que acordo uma doçura, uma amorzinho, cheia de sorrisos, carinhos, afagos. Tem outros, que cuspo fogo e gostaria muito de apertar um botão para explodir tudinho. Mas passa. Na essência, lá no fundo onde talvez nem eu mesma veja, sou doce. Mas fofa, não, obrigada!

C.L.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Norman Mailer

"As pessoas ficam procurando o amor como solução pra todos os seus problemas quando, na realidade, o amor é a recompensa por você ter resolvido os seus problemas."

A VERDADE.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

"Eu hoje acordei tão só, mais só do que eu merecia. Olhei pro meu espelho, e, HA! eu gritei o que eu mais queria..."

Não foi bem assim a manhã, mas era essa a sensação. O dia começou pesado, áspero, ruidoso, sem sentido, sem brilho. Foi ficando pior, mais tenso, mais pesado, mais irritante. Hoje eu tô meio irritante mesmo. Meio não... Completamente. Completamente sem paciência, sem voz, sem cor, sem.

E são as pequenas coisas que pioram tudo: as vozes que vão afinando durante o dia; aquela mania de fazer a linha fofa que a mulherada tem, e conseqüentemente, aquela voz irritanteeee. As pessoas que duvidam até da sombra e fazem a mesma pergunta quatro vezes. O sistema que não funciona, a comida fria, a conta para pagar, a falta de dinheiro, as vozes.

Queria sair de mim e deixar o meu corpo se debatendo com as confusões diárias. Às 17h, já estava sem paciência de mim. Já não tinha mais forças pra aguentar. Falei. Coloque pra fora no primeiro que pareceu. E levei de volta. Claro, não gostei. Mas mereci. Às vezes acho não mereci.

Sai da toca como se estivesse correndo de um predador, que era eu mesma. Fugi de mim, do mundo que não gosto, das vozes. Sei que são essas atitudes que nos fazem perder. O problema é que eu não tenho medo de perder. Acho normal. Mas hoje, estou pesada. Às vezes fico assim. Não gosto. Acredito no dia de amanhã, na beleza que vem depois dessa loucura. De doces palavras que posso falar, de sentimentos bons que posso expressar. Não, não sei como fazer nada disso agora, tenho presa, sede, angustia e raiva. Respiro fundo pra não surtar. Penso no mal que isso me faz, pois no mal aos outros, penso diariamente. 24 horas por dia.

Quero que a paz venha tão serena quanto se diz por ai. Vou dormir pra recompor, pra renovar. Espero ter um dia melhor amanhã. E se não tiver? Já disse isso antes, aqui mesmo nessas linhas. Estou começando a repetir como o que me irrita. Irrita-me mais coisas. Mais pessoas, mais frases.

Vou numa reta agora. Banho quente, chá morno, cobertor, incenso de purificação, respirando fundo, meditando a vida, a meditando a minha.

C.L.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Simples assim

Há quem ame, há quem odeie. Há os que nada sentem.
Há os que sentem demais.
Enquanto isso, eu estou aqui.
No meio de um turbilhão de idéias e amores, que não são meus, e não querem o eu.
C.L.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Não, Eu Não Lamento Nada

Non, Je Ne Regrette Rien - Não, Eu Não Lamento Nada
Non, rien de rien - não, nada de nada
Non, je ne regrette rien - não, eu não lamento nada
Ni le bien qu'on m'a fait - nem o bem que me fez
Ni le mal, tout ça m'est égal - nem a dor, tudo isso me é indiferente
Non, rien de rien - não, nada de nada
Non, je ne regrette rien - não, eu não lamento nada
C'est payé, balayé, oublié - nem o bem que está acabado e esquecido
Je me fout du passé - eu tiro sarro do passado
Avec mes souvenirs - com minhas recordações
J'ai allumé le feu - eu acendi o fogo
Mes chagrins, mes plaisirs - minhas aflições, meus prazeres
Je n'ai plus besoin d'eux - eu não os preciso mais
Balayés mes amours - meus amores idos
Avec leurs trémolos - com seus tremores
Balayés pour toujours - sempre esquecidos
e repars a zéro - Eu recomeço do zero
Non, rien de rien - não, nada de nada
Non, je ne regrette rien - não, eu não lamento nada
Ni le bien qu'on m'a fait - nem o bem que me fez
Ni le mal, tout ça m'est bien egál - nem a dor, tudo isso me é indiferente
Non, rien de rien - não, nada de nada
Non, je ne regrette rien - não, eu não lamento nada
Car ma vie, car mes joies - porque minha vida, minhas alegrias
Pour aujourd'hui - para hoje
Ça commence avec toi - começam com você

domingo, 10 de maio de 2009

Horas

Esse comecinho de inverno deixa os sentimentos exagerados. O meio do inverno piora. Ontem, ela queria ficar no seu cantinho, mas não pode. Deixou-se ir para onde a chamavam, e decidiu aproveitar um pouco. Que fosse. Verdadeiramente estava cansada, com preguiça, sentindo-se só e sem muitas esperanças. Foi. Chegou. Inicio da noite. Reencontros normais, pessoas normais. Dentre tantos amores passados, surge um alguém. Leve, sorridente, tímido, aberto. Foi e voltou. Disse e fez. Trocaram olhares durante um período longo. Mas passou. Reencontro dentro do espaço escuro, frio, com outras pessoas, e a pessoa. Dois de um lado, cinco de outro. Mais olhares, sorrisos tímidos, pessoas falando, perda de atenção. Ela gostou dele. Gostou pensando em tentar, pois não é natural que ela queira tentar. Às vezes ela acha melhor ficar de lado, ficar sem o complicado, ficar sem e não sentir. Talvez, o problema dela seja sentir, sentir demais, se entregar demais, amar demais e não saber como resolver tudo isso. Eles se olharam novamente. Uma cerveja, uma vodka, uma amiga, e vários amigos.

Ele, que já havia falado com ela, ficou ali, olhando e não olhando, querendo e não querendo. Com dúvidas. Parece ser o tipo de homem que tem dúvida, de ser aceito ou não, de se preocupar demais com a imagem. E talvez ela não seja a imagem ideal para a sua vida. Ou seja. Não disse. Sentia-se no ar uma dúvida que vinha de dentro da dúvida deles. Ela sem saber se arriscava. Ele sem saber se aceitava.

Trocaram outros olhares, ela já pensa na possibilidade de baixar a guarda, e abrir os muros do seu coração. Ele vem. Vem, fala ao pé do ouvido, agradece e pergunta se ela está sempre ali. Clichê de quem não sabe o que fazer. Ela não sabe o que fazer com o corpo, o rosto as pernas. Tem vontade de abraçar e beijar. Mas controla-se. Uma voz aparece perguntando se eles se querem. Ela não sabe o que dizer. Concorda em parte, disfarça um pouco, mexe no cabelo, pensa em sumir. É uma mulher, não uma menina. Eles menino e menina. Ou não. A voz faz elogios, diz que ele é a melhor pessoa do mundo: “ele leva mulher a sério”. Acho que foi ai o click para ela. Ela que até então não sabia se queria, soube o que queria por causa da voz. A voz foi embora, um pouco bêbada, um pouco sem saber o que fazer e falar.

São 4h da madrugada, além desse amor que nasceu e se foi, nada mais aconteceu. Conversas boas, bons amigos, boa bebida, bom ponto final de histórias velhas. Saldo parcialmente positivo para a noite. Eles poderiam sair juntos, abrir as portas, deixar que ela se abrisse e se entregasse, e ele se abrisse e se soltasse. Foram um durante 30 segundos, e serão 2 durante o resto da vida. Ou não.

C.L.

Pão com ovo

Tem coisas na vida que são extremamente pão com ovo: simples mas satisfaz. Não só coisas, mas também existe namorado pão com ovo, avó pão com ovo, amigos pão com ovo, dias pão com ovo.

Muita gente pensa que a vida deve ser sensacional, com roteiros de filme, vidas alucinantes, mas no fundo, tudo é bastante pão com ovo.

A felicidade faz parte do mundo pão com ovo: nunca é absolutamente avassaladora, mas satisfaz.

Não existe felicidade plena, no sentido conto de fadas que a gente imagina. Como nunca existirá o príncipe encantado. O que existe é uma plenitude do que se é e o que se gosta. Aceitando e acreditando.

Nessa vida pão com ovo, o melhor é curtir!

sábado, 9 de maio de 2009

As noites

Pois é... mais uma noite aparece sem que a gente possa dar conta dela. Noites em claro, noites de trabalho, noites de tormentas...noites.

Queria que essa noite fosse assim: suave, tranquilizante, amante, serena, amiga.

Uma boa noite de sono aos que desejam. Uma boa noite de encontro aos que procuram...uma boa noite pra mim, seja ela como for.

C.L.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Cecilia

Depois da jornada mais dura da vida em Salvador, trabalhando enlouquecidamente , passando por situações que até Deus duvida, alguma coisa boa deveria vir. Claro, todo problema depois vira aprendizado e blá,blá,blá. Mas eita aprendizado duro..e molhado! Pois a chuva não deu trégua!!! Naquela cidade todo mundo é das águas, pelo visto. Inclusive os livros!!!! Passada a tormenta, vieram os louros da vitória. Agradecimentos, a certeza de ter passado por mais uma fase interessante, a certeza de que escolhi a profissão certa, e que é dai que minha alegria vem... Ok,ok. Mas, no meio de tantos livros, secos ou molhados, uma tertúlia me encantou, e foi lá que achei coisas bem interessantes,e dentre todas, a frase da fase que mais se encaixa comigo...Cecilia Meireles ( o Brasil e suas maravilhosas mulheres com C...rsssssss) apareceu pra mim, a melhor tradução de Carol Luz...

"Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
Fases de vir pra rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
Tenho outras de ser sozinha."

Bem que...uma amiga mnha diria que a melhor tradução para mim é: "A Carol é um gato: roda por ai, mas tem que voltar pra casa, carinho só quando ela quer...desconfiada!!!!!!"

Um brinde as mulheres que entendem mulheres!!! Na boa...mulher é um bichinho estranho..complicadinha...complicadinha...

Enfim...aos mundos

Atendendo pedidos de muito tempo, resolvi, enfim, deixar que as palavras que ficam martelando dentro de mim sejam vistas por outros... Acho um pouco narcisista a idéia dessa exposição, mas como boa Leonina com ascendente em Áries, também acho ótimo!!!!
Não pretendo ter um padrão, ou talvez até tenha, mas o que me trouxe aqui foi ter um canal, um teste, um momento pra compartilhar... Vou aproveitar pra dar as famosas “Infos da Kérol", gritar um pouquinho, expressar sentimentos, abrir o verbo, falar de amor, de música, de vida, de morte... Sei lá, vou falar. Gosto de escrever, me expresso melhor em linhas do que em curvas.
Seja bem vindo nesse mundinho da escrita automática sem revisão!!!! E para abrir os trabalhos: “Não sei fazer nada de mulherzinha a moda antiga. No máximo coloco um botão na roupa, e acho que as prendas domésticas estão em extinção, o que é uma pena. Não desenho também, mas danço, danço muito bem, dentro do meu bem. Canto no chuveiro que é pra distrair. Amo arte e quem a desenvolve, e como não sei fazer nada disso, produzo, ai eu brinco. Sou uma merda como fotógrafa, consegui deixar o portão de Brandemburgo tortinho... Adoro ler e ser lida. Tecnologia na medida certa, amo carta e mantenho esse habito até hoje. Cheiro é tudo, e gosto também. Eu acredito em química. Sou leonina com ascendente em Áries isso já diz tudo. Gosto de animais mais do que de gente, às vezes gosto mais de gente.Queria viver numa casa com 5 gatos. Cabelos curtos e com os seus devidos cachos, mas quando dá a louca, mando um escovão e vou com tudo. Boa de garfo...mais ou menos, sou meio fresca, mas sou boa de fogão. Sempre tenho uma resposta para o seu problema, sempre estou ao lado dos que amo para resolver problemas, muitas vezes quero decidir a vida dos outros. Dinheiro? é uma piada?!!! Mas mesmo assim tomo meu champagne quando dá.Amor??? sou áspera. Amo presentes, mas nem todos. Me irrito com facilidade. Amo cheiro de chuva, vento na cara, sol escaldante, praia vazia, primavera na Europa. Vivo no Brasil, mas com o coração no velho mundo. Cobro atenção, exijo respeito, e mordo quando é preciso. Sou dura como a vida e você terá de mim aquilo que me pedir...por isso: cuidado!”