título oriundo do momento de banho, aliás, no qual normalmente crio minhas teorias)
Uma garrafa que não abre intencionalmente, aberta para saudar a chega ao céu de mais um personagem. Existem pessoas, e OS PERSONAGENS. Esse personagem de hoje, melhor os personagens de hoje, me fazem reavaliar algumas coisas, mas também promoveram copos, cigarros e sim argumentações.
A liberdade de escrever e só quem tem interesse lê, não tem preço.
Ok, voltamos. Garrafa aberta, uma trilha sonora, e não estamos produzindo nem sons se quer ruídos. Mas há tempos em que esses começam, e ficam profundos, talvez densos, muitas vezes sarcásticos, e no final, pensativos. Copo, gelo, música. Em algum momento, cósmico, inicia-se a discussão, várias milhões, resumirei. Sobre o outro, que nem aqui está para se defender. Sujo? Não. Afinal fazemos isso o tempo todo, faço. Nomes, enredos, mini histórias. Ok, compreendo, e começo a me transformar na advogada do diabo. Ele não sabe o que quer, pra onde vai e como vai. Uma viagem, e ai? E você? Há tantos anos neste mundo sabe o que quer? Isso é assunto para o próximo ano. ENCERRAMOS O PRIMEIRO BLOCO SEM,CLARO, UMA RESPOSTA. Ninguém me perguntou o que eu quero. Advogando, diabolicamente, a favor do mundo. Voltamos às discussões socialmente-políticas-por-que-afinal-eu-tenho-mais-conhecimento-que-você –de-onde – você-é-mesmo? E continua. Naquele dia, não, ele não estava feliz no local, com nada, e todo aquele problema da semana, e nós no bar, no qual não podíamos fumar. Em uma atitude de rebeldia, ele jogou fora a guimba do cigarro no copo, e eu disse: mas isso é uma atitude desprezível, REPUGUINANTE. Que falta de educação. E ele responde: já fiz pior que isso. Ele – agressivo, alguns drinks a mais, uma impotência infinda, tolido, perdido, morte. O outro: mas o quê? Enfim, na noite, claro, não acabou ai. Voltando ao presente, respondo: Ok, voltamos a discussão do RESPEITO, certo? Right! Então, da mesma forma que você não aprovou a atitude, certo? Eu também não. Mas vamos pensar por outro ponto de vista: quando eu vou usar o seu escritório, para internet, preciso limpar tudo, colocar coisas em ordem (limpar, assim, achando subentendido), para poder usar. Isso não cabe comparação. O que ele fez é sujo, as pessoas vão beber naquele copo. Ops! Ninguém vai limpar????? Hummmm..... Mas arrumar papéis é diferente. Você realmente acredita que sãos só papéis? Dentre outras coisas, você dá descarga com a tampa levantada, jogando bactérias para todos os cantos! É verdade? Aprendendo. Mas só isso? De nada adiantou o que eu disse????
O que é difícil em ver que a rebeldia de um é a mesma do outro dependendo do ponto de vista de cada um? Eu jogo guimba de cigarro em copo, vou lavar, isso não é pecado. Agora manter uma casa inteira suja (yessssssssssssss dirty!!!) sapatos jogados, camisinha na banheira de uso comum, papéis higiênicos que você não sabe muito bem a utilização (!!!)em cima da mesa do escritório, enfim, bagunça, é muito diferente disso. Não, não acredito, não concordo. Olhe a vida por um outro olhar. Não, pra ele infelizmente não é possível.
O assunto continua. Papos, copos, música. Uma certa impaciência minha em agüentar soberania cultural inútil.
Mas você viu o que está acontecendo no MEU país? Pessoas acham que eu estou conservador. Pense que mudar de opinião é conseqüência de mudar atitudes internas. Hummmm.... Mas eu preciso falar sobre isso, e apenas disse, I don´t know. Pelo menos você disse algo. Precisa pensar. O mundo está em movimento de libertação, mudanças. Ok. Mas estou falando do meu país, onde essas coisas não acontecem. Essas coisas só não acontecem na Suíça. Hummm. Você já falou das dificuldades dos outros em encontrar os próprios caminhos, por não estarem abertos a mudanças de percursos, talvez porque essas pessoas tenham medo de ser assim, easygoing like you. Eu não sou assim. Sou agressiva, nervosa, tensa, mas estou tentando mudar, tenho metade do caminho andado, já percebo o que sou, e lá, ele, também, auto – analise, isso é muito gratificante. Hummmm.. Sabe, tenho dificuldades com esse orgulho de ser de algum lugar. Quando você chegou aqui falou muito, nós, brasileiros, fazemos isso, ou aquilo. Pois é, fazemos, e eu sou assim. Mas você are a such england. E eu tenho que respeitar o que você é. E você a mim. Mas acredito que hoje falamos assim porque sempre fomos tão mal vistos pelo mundo, apenas as gostosas do samba, bando de piranha, incapazes, bandidos. Quando hoje consigo ver a evolução, eu tenho muito orgulho, sim. E você, por favor, é extremamente de onde veio, can you see that? Não, eu não tenho esse orgulho... Mas deveria. Do que adianta fugir de onde a gente vem, se vem conosco? A essência, my dearling, tá na criação. Não por ser filho de militar, ele, aquele lá do início da conversa é como é, aquilo, é o que ele é. Você também pertence a uma família de militares, e hoje, com a idade que tem espera dinheiro da mãe... E esse é o medo que temos. Ser assim. Como você. Ah, você não acha que o Brasil é bunda, carnaval e violência? Mas claro que não. Você se quer deu ao trabalho de saber quem nós, gentinha, somos. Se hoje falo o que fazemos e gostamos ou o que culturalmente fomos doutrinados, é para que você amplie seus conhecimentos. Jamais falaria isso. Eu não como comida de outro país? Nunca! (pior alguém que vive há 5 anos em um lugar no qual a língua oficial é o português e apenas emite sons)Estou totalmente aberta às mudanças. E ele, também. Só precisamos cada, de tempo para refletir sobre cada pessoa, palavra e atitude que tivemos. Quando eu falo tudo isso, falo alto que para meu inconsciente ouvir. Repito pro outro e pra mim.
O que você sabe de onde e como eu venho? E a sua capacidade de ouvir? O que você sabe de onde ele veio? Faz parte da pauta a vida alheia por que você não pode ser. Afinal tens uma vidinha tão capitalista – conservadora – dinheiro- na – conta – toda- mês. Se assim fosse, o que estaria eu a fazer aqui? Mom is working, for u baby. Let me wired some Money for your crazy nights… Que se foda meu inglês. E assim você segue sua vidinha medíocre e ainda compara aos.
Mais um copo, mais um monte veja a si mesmo, e uma saída. Pessoas desesperam-se diante da falha. Eu sei.
C.L.: uma conversa entre culturas distantes, uma aberta, ou fechada. Aproveita-se dos sabores locais escondendo o prazer. Por quê?História confusa, é isso. Sem revisão, com emoção.
10/08/2011
Fases de mim, e o que fazes de mim. Pensamentos, dicas, críticas, choros, risos o que fizer parte da fase.
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
E nos ensina
Durante os últimos meses vivi um processo intenso, e ainda vivo, de aprendizado. Se ficou alguma coisa só saberei quando passar por situações semelhantes, e espero que tenha sim mudado algo. Ouço as vozes que vem da sala na qual não escolhi estar, com pessoas que não escolhi dividir a vida, por isso, recluso. Desde o primeiro momento que meus pés tocaram novamente esse solo tive a certeza que nada seria como antes. Primeiro telefonema e a empresa já não estava no mesmo lugar. Segundo telefonema e a recepção foi fria, como não era, terceiro telefonema e uma negativa. Qualquer pessoa minimamente observadora já teria percebido que esse momento não seria como os outros. Sem casa, sem o amor, sem previsões. Começa então o processo de interação com o ambiente velho, mas ao mesmo tempo novo. As pessoas não são mais as mesmas. Não? Claro que são ,só que agora sem máscaras e todas caem a cada dia, sempre mais e mais. A falta de permanência, e diante disso, do completo descuido hoje tenho que ouvir que a culpa de tudo é minha. Mas como minha? Durante os dias e as horas as pessoas trataram-me como qualquer coisa, com o pensamento de que eu estou sendo paga com peso de ouro. Mas que ouro? É um pensamento muito pequeno achar que por pagar um salário a pessoa deve ser seu objeto. Esqueceram que pagam mais por utilização do cérebro. E enquanto isso os dias esfriam e ficam mais densos. Mantemos uma relação de pura implicância, apesar de não termos mais idade para isso. Não nos suportamos, mas vamos fingindo. Essa primeira experiência ensinou pelo menos o que eu já no fundo sabia: nunca vá duas vezes ao mesmo local. Mantenha a magia. E as risadas da sala atrapalham a minha paz.
E as mudanças não acabam, permanecem enlouquecidas. Descubro a cada dia quem vale e quem não, a pena, nesta vida. Alguns que se fazem santos, são verdadeiros demônios. Outros simplesmente são o que são e por isso amados. De repente, nesse mundo paralelo, nos sentimos vítimas de situações das quais nada temos a ver, somos apenas a PONTE para as reações, pois assim, ninguém carrega a culpa, até porque, nessa terra não há culpa que se carregue... Talvez os anos de guerra os fizeram selvagens para sobreviver. Eu não tive guerra, não a conheço e não sei lidar com isso. Minha guerra é interna, de mim, comigo, para me libertar da pessoa que não presta e transformar tudo em O que presta. Corto pessoas da vida, incluo outras, sobrevivo e vivo. Vejo fraquezas e decepções. Pessoas são assim. Melhor seriam se admitissem a fuga ou a vida. Tenho hoje que conviver com pessoas medrosas, pueris, instáveis, fracas. A fraqueza me dá enjôo. O medo me causa raiva.
E o que será que me ensina, essa vida? A ter mais compaixão, acredito. A tentar concentrar e seguir. Ser mais calma e paciente. Ainda não me sinto nesse caminho do meio, as provações são tantas. A vida é tão linha reta e as pessoas tão previsíveis. Mas nessa estrada encontro quem me faça diferente, pensativa e contestadora. Gosto disso, preciso. Vou vivendo com plenitude, cada momento e espero ter no futuro a resposta de que toda essa tempestade mudou alguma coisa, em mim.
C.L.: de mim para mim, espero realmente que...enfim...
08/08/2011
E as mudanças não acabam, permanecem enlouquecidas. Descubro a cada dia quem vale e quem não, a pena, nesta vida. Alguns que se fazem santos, são verdadeiros demônios. Outros simplesmente são o que são e por isso amados. De repente, nesse mundo paralelo, nos sentimos vítimas de situações das quais nada temos a ver, somos apenas a PONTE para as reações, pois assim, ninguém carrega a culpa, até porque, nessa terra não há culpa que se carregue... Talvez os anos de guerra os fizeram selvagens para sobreviver. Eu não tive guerra, não a conheço e não sei lidar com isso. Minha guerra é interna, de mim, comigo, para me libertar da pessoa que não presta e transformar tudo em O que presta. Corto pessoas da vida, incluo outras, sobrevivo e vivo. Vejo fraquezas e decepções. Pessoas são assim. Melhor seriam se admitissem a fuga ou a vida. Tenho hoje que conviver com pessoas medrosas, pueris, instáveis, fracas. A fraqueza me dá enjôo. O medo me causa raiva.
E o que será que me ensina, essa vida? A ter mais compaixão, acredito. A tentar concentrar e seguir. Ser mais calma e paciente. Ainda não me sinto nesse caminho do meio, as provações são tantas. A vida é tão linha reta e as pessoas tão previsíveis. Mas nessa estrada encontro quem me faça diferente, pensativa e contestadora. Gosto disso, preciso. Vou vivendo com plenitude, cada momento e espero ter no futuro a resposta de que toda essa tempestade mudou alguma coisa, em mim.
C.L.: de mim para mim, espero realmente que...enfim...
08/08/2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
A ponte
Deveras tardio, sim, sinto que compreendi meu lugar nesse mundo. Confesso que essa posição não é confortável, mas deve me engrandecer de alguma forma que ainda não entendi. Tenho hoje a clara, transparente e sensível sensação de que sou PONTE. Exatamente como a palavra descreve, no meu entendimento: caminho entre dois pontos seguros. Começamos pelo ponto da dúvida, receio, medo, instabilidade. Do outro lado a certeza mais que absoluta sobre tudo. No meio desse trajeto a ponto com águas turbulentas abaixo. Não é firme essa ponte, menos ainda segura. Ninguém sabe bem como ela pode funcionar no percurso, mas ao chegar ao outro lado, talvez pensem: era disso que eu precisava.
As reações mais controversas e intensas acontecem comigo, no meio da travessia. Não, não disse que seria fácil, aliás, tem uma placa na entra dizendo: cuidado. Mas mesmo assim tem quem arrisque. Ninguém fica sentado ali tentando consertar os buracos da ponte, apenas passam. Sinto-me hoje como o caminho que leva a transformação, sem ser transformada por nada nem ninguém. Talvez a força da NATUREZA o faça, sutilmente, faz. Não existe quem tenha passado por mim e tenha se mantido exatamente igual. Os que se permitiam ser pisados, hoje gritam. Os que gritavam, hoje ou gritam mais ou falam manso. Aqueles que tinham dúvidas sobre o caminho a seguir, pisaram em terra firme de certezas. E seguem seus caminhos. Mas que isso, talvez, sirvo como ponte para trabalhos, intuições, amores. Sou a Botafogo das pessoas: bairro de passagem, mas algum sentimento há de ficar.
A ponte precisa de reparos, de festas no entorno de amores que ficam. De quem cuide dela e a faça firme, talvez, eterna. Essa ponte como faz com os ouros, também precisa ter a certeza dos lados, dos perigos, mas principalmente, essa ponte queria existir.
CL.: ainda por acabar...a ponte...o texto...
4/8/2011
As reações mais controversas e intensas acontecem comigo, no meio da travessia. Não, não disse que seria fácil, aliás, tem uma placa na entra dizendo: cuidado. Mas mesmo assim tem quem arrisque. Ninguém fica sentado ali tentando consertar os buracos da ponte, apenas passam. Sinto-me hoje como o caminho que leva a transformação, sem ser transformada por nada nem ninguém. Talvez a força da NATUREZA o faça, sutilmente, faz. Não existe quem tenha passado por mim e tenha se mantido exatamente igual. Os que se permitiam ser pisados, hoje gritam. Os que gritavam, hoje ou gritam mais ou falam manso. Aqueles que tinham dúvidas sobre o caminho a seguir, pisaram em terra firme de certezas. E seguem seus caminhos. Mas que isso, talvez, sirvo como ponte para trabalhos, intuições, amores. Sou a Botafogo das pessoas: bairro de passagem, mas algum sentimento há de ficar.
A ponte precisa de reparos, de festas no entorno de amores que ficam. De quem cuide dela e a faça firme, talvez, eterna. Essa ponte como faz com os ouros, também precisa ter a certeza dos lados, dos perigos, mas principalmente, essa ponte queria existir.
CL.: ainda por acabar...a ponte...o texto...
4/8/2011
Olha
?
Olha. Dê apenas uma olhadinha pra o lado e veja o seu espelho respirando e agradecendo pelo seu dia de hoje. É. Não foi fácil, mas é disso que o espelho precisa para ter motivos. Você sempre dá motivos para as pessoas que precisam dele. Idiota. Olha. Aquele que mudaria a vida não veio e sabe-se lá se virá. Idiota, você, não percebeu as dicas? Pense. Não, você não pensa, você é idiota. Olha. Do outro lado da porta há vida que preste. Não vês? Idiota. Olha. Esse frio na barriga não é à toa, tem motivo, tem segredo, tem culpa. Pois, o mundo disse-te, fica, mas você arriscou. Idiota. Olha. Aquela lá vai continuar assim, não se espante, é dela, há de ficar com ela. Se é realmente inato ou se a culpa é sua? Idiota. Olha. A ligação só vem para se dizer amigo ou para pedir, nas boas horas ninguém precisa de você. Apenas nesse mundo? Idiota.Olha. Aquele movimento de vigiar só existe porque você deixa, você alimenta, contempla. Acha mesmo que não deveria ser assim? Idiota. Olha. Não te pedirei mais para olha. Pedirei para enxergar. ENXERGUE, I-D-I-O-T-A.
Olha. Dê apenas uma olhadinha pra o lado e veja o seu espelho respirando e agradecendo pelo seu dia de hoje. É. Não foi fácil, mas é disso que o espelho precisa para ter motivos. Você sempre dá motivos para as pessoas que precisam dele. Idiota. Olha. Aquele que mudaria a vida não veio e sabe-se lá se virá. Idiota, você, não percebeu as dicas? Pense. Não, você não pensa, você é idiota. Olha. Do outro lado da porta há vida que preste. Não vês? Idiota. Olha. Esse frio na barriga não é à toa, tem motivo, tem segredo, tem culpa. Pois, o mundo disse-te, fica, mas você arriscou. Idiota. Olha. Aquela lá vai continuar assim, não se espante, é dela, há de ficar com ela. Se é realmente inato ou se a culpa é sua? Idiota. Olha. A ligação só vem para se dizer amigo ou para pedir, nas boas horas ninguém precisa de você. Apenas nesse mundo? Idiota.Olha. Aquele movimento de vigiar só existe porque você deixa, você alimenta, contempla. Acha mesmo que não deveria ser assim? Idiota. Olha. Não te pedirei mais para olha. Pedirei para enxergar. ENXERGUE, I-D-I-O-T-A.
Ponto Final
. Todas as verdades que deveria te dizer já disse, em verso, prosa e corpo, não há mais o que expor. Fiz de mim jardim, de você castelo: de areia. Agora não quero mais, não me sinto capaz de se quer querer. Vou fluindo com o mundo sem pensar no que seria ou poderá ser. Por semanas estivemos nitidamente separados, nem em sonhos tive a sua presença. E entre palavras pesadas e desapontamentos fiz de você passado, sem futuro, e presente indeciso. Caminhei durante longas tardes imaginando você, sorriso, coxa, olhar e cheiro com girassóis de presente, para mim.
Plantaríamos flores de nós nos jardins que passássemos, abriríamos vinhos, portas, mentes. Seriamos dois independentes mas uno pro universo. Seriamos, não seremos, não somos. A língua que antes entrelaçaria em afagos e músicas, hoje se mantem intacta e ferina, plana e distante antes adoçava com trocas e delicias.
O ponto final está dado. Digo adeus com peso, mas eu sou peso, sou escuro e tensão. No medo de te perder também fui tudo isso, querendo que um abraço de somos viesse. Mas não veio, já tinha perdido. Criei a expectativa e ilusão que mudaria, mas não mudou. Desejei do fundo do meu coração ter mais um dia para sonhar, outro pra acreditar, e tantos para me embrenhar.
Desejei. Inteiro.
CL.: .
4/08/2011
Plantaríamos flores de nós nos jardins que passássemos, abriríamos vinhos, portas, mentes. Seriamos dois independentes mas uno pro universo. Seriamos, não seremos, não somos. A língua que antes entrelaçaria em afagos e músicas, hoje se mantem intacta e ferina, plana e distante antes adoçava com trocas e delicias.
O ponto final está dado. Digo adeus com peso, mas eu sou peso, sou escuro e tensão. No medo de te perder também fui tudo isso, querendo que um abraço de somos viesse. Mas não veio, já tinha perdido. Criei a expectativa e ilusão que mudaria, mas não mudou. Desejei do fundo do meu coração ter mais um dia para sonhar, outro pra acreditar, e tantos para me embrenhar.
Desejei. Inteiro.
CL.: .
4/08/2011
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