. Todas as verdades que deveria te dizer já disse, em verso, prosa e corpo, não há mais o que expor. Fiz de mim jardim, de você castelo: de areia. Agora não quero mais, não me sinto capaz de se quer querer. Vou fluindo com o mundo sem pensar no que seria ou poderá ser. Por semanas estivemos nitidamente separados, nem em sonhos tive a sua presença. E entre palavras pesadas e desapontamentos fiz de você passado, sem futuro, e presente indeciso. Caminhei durante longas tardes imaginando você, sorriso, coxa, olhar e cheiro com girassóis de presente, para mim.
Plantaríamos flores de nós nos jardins que passássemos, abriríamos vinhos, portas, mentes. Seriamos dois independentes mas uno pro universo. Seriamos, não seremos, não somos. A língua que antes entrelaçaria em afagos e músicas, hoje se mantem intacta e ferina, plana e distante antes adoçava com trocas e delicias.
O ponto final está dado. Digo adeus com peso, mas eu sou peso, sou escuro e tensão. No medo de te perder também fui tudo isso, querendo que um abraço de somos viesse. Mas não veio, já tinha perdido. Criei a expectativa e ilusão que mudaria, mas não mudou. Desejei do fundo do meu coração ter mais um dia para sonhar, outro pra acreditar, e tantos para me embrenhar.
Desejei. Inteiro.
CL.: .
4/08/2011
Nenhum comentário:
Postar um comentário