E de repente ela desaparecia, não deixava rastro nem sinal. Ia viver a sua vida longe dos outros, eles já não tinham tanta importância assim, afinal, o que valia estava ao seu lado. Dispensava qualquer outro ser que não aquele ser. Sentia-se amada e amando, isso é o que basta. Para que mundo ao seu redor se o que você chama de mundo está ao seu lado? Pra que pessoas que não concordam, que não apóiam, que dizem o que ela não quer ouvir? Para que? Aproveita o momento de desculpas para indagar sobre o outro que não entende a vida da mesma forma que ela, aquele que acha que o amor não pode ser bem de consumo e egoísta, tem que ser a 2, e a felicidade que surge desse amor deve ser dividida com todos. Boas risadas e felicidade. Bem clichê, bem real.
Seguia seus momentos de troca em uma via de mão dupla, não com cruzamentos. Quando questionada sabia o que dizer, como driblar o momento. Ninguém quer ficar sozinho, as desculpas servem para manter os outros próximos, mas nem tanto, eles servem para quando todo o plano de felicidade suprema referente aos 2 não exista mais. Quando o mundo ideal desmancha, há necessidade de ter quem apóie, dê razão ao que ela sente, então ressurge para aqueles que um dia deixou de lado.
E é nesse momento que os outros reaparecem, e de alguma forma sentem-se felizes e lembrados. Alguns não voltam, seguem suas vidas, arrumam outras vidas ou repetem o ato.
E ela continua assim, desaparecendo e reaparecendo, faz o momento, diz as desculpas, para depois retornar aos braços de quem importa. E continua o ciclo quem gosta e não se importa.
C.L. para pessoas.
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