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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Cecilia Meireles

Posso dizer que esse poema me traduz. E especialmente nos últimos acontecimenos e no que se passa na minha cabeça, é mais que perfeito. Esse é o tempo verbal da vida.

Tenho fases, como a lua

Fases de andar escondida,

fases de vir para a rua...

Perdição da minha vida!

Perdição da vida minha!

Tenho fases de ser tua,

tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e vêm,

no secreto calendário

que um astrólogo arbitrário

inventou para meu uso.

E roda a melancolia

seu interminável fuso!

Não me encontro com ninguém

(tenho fases como a lua...)

No dia de alguém ser meu

não é dia de eu ser sua...

E, quando chega esse dia,

o outro desapareceu...

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