Numa dessas noites que você não sabe muito bem o que irá acontecer, o que esperar, ela saiu de casa com um rumo e uma meta: fazer daquele dia um pouco melhor que outros. Pessoas, copos, cigarros esbarram-se numa energia louca, em cenas loucas. Conversas começam, assuntos interessantes, outros só para fazer média, no meio daqueles que não são tão conhecidos, ela fica por ali. Mais uma cerveja e um cigarro. De repente, amigos. De repente um despertar. Olhos se cruzam, um olá, um olhar dentro do corpo. Fuga estratégica, esquina com cervejas e risadas, e aquele olhar que penetra, está ali, pronto, mas sem expor a certeza. Ela, por sua vez, quer a certeza, porque não consegue mais disfarçar o desejo. O mais forte desses tempos, puro e simples desejo: de conhecer, de querer, de tocar, de cheirar...
Mais cenas, mais loucuras, e uma parada para conversar. Sério, decidido, amigo. Uma daquelas conversas que sabemos ou aquele olhar que penetra entrará ou será apenas mais um que só olha. Cruzaram os caminhos e caminharam juntos. Até o outro dia. Tantas coisas em comum, tantos sabores juntos, para ela momento de cumplicidade. Um despertar, uma cena, um momento. Deve ficar no momento, mas poderia seguir além. Não sabemos o que vai dar, ou não queremos saber. E foi assim. Um ticket de ida, e um até logo demorado.
As voltas que a vida dá...são várias, são momentos que achamos não mais passar, eis que, o mundo te entrega assim, de bandeja. Entregar ou não o sentimento? Fica no ar a dúvida.
C. L. - “O maior elogio que poderia te dar agora, era que ficaria contigo o resto do dia, aqui, conversando”.
Esse "Clarice" ta DEMAIS! ;)
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