Fases de mim, e o que fazes de mim. Pensamentos, dicas, críticas, choros, risos o que fizer parte da fase.
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sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Descoinsidências
Bastava aperta um ok e um mundo mudaria. Novas perspectivas abririam na frente de seus olhos. Bastava querer abrir. Bastava, era simples assim, como qualquer outra traquitana da vida. A partir disso, clicou. Entretanto, isso não era lá seu perfil, não o faria assim, simplesmente por ter uma essência aberta. Antes, perguntas. De onde, quando e por que. ? . Recordou, relembrou e achou, no mínimo, ok. Naquele momento, portas se abriam, e fomos. Separados por telas, teclados, mas próximos em pensamentos, questões, descuidos, sintonias. A nota que tocava ao fundo não entoava nada além de simples, nota. Todos os dias apareciam, esses, diante de si. Expunham-se em textos e fotos, e música. Achava divertido ver a formalidade em momentos. Uma necessidade, uma descoberta. Da descoberta, a curiosidade. Da curiosidade, um desejo. Oculta. Expõe. Fragiliza. Pensa.
Entre linhas, tortas, formais, abertas, graves e agudas, passaram. Uma promessa surge diante de um desejo interno. Contém. Pensa que naquele dia, naquele momento, foi absoluta descoincidencia a entrada de letras e sons em suas vidas. Permanece, descoincide o diário. Vê-se que cresce, aumenta, toma corpo qualquer coisa que sabe-se lá como explicar. Amorteça essa sensação, para o futuro. Durante essa lacuna, entre o que era e o que não é, coloca-se a disposição de vasculhar meandros e tempos. Segura o impulso do devaneio para manter-se inteira. Não há mais tempo para desmembrar-se em pedaços sonhadores que voam nas ruas da cidade.
Entender que foi apenas um lapso, não, isso é impossível. Por acaso, não existe. Existe uma proposta superior em colocar pessoas que irão modificar acrescentar o outro quando estiverem em universos, mesmo virtuais, próximos. Assim, nos desconstruímos para nos encontrarmos.
Desilusões a parte, tudo vale a pena. Vale a mudança que vem na sequencia.
A espera de mais uma troca, contenta-se. Têm-se horas que não sabemos o que fazer com as mãos, em outras, não sabemos o que fazer com o coração. Caminha.
Em tarde de ventania e clareza, abre-se para a tentativa de. Respeitando a particularidade de cada um, aproximando da descoincidencia dessa vida, segue a melodia da tarde que acabou em um suspiro de alivio.
C.L.: Descoincidencias trazem...
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