Naquela noite de inverno ambos sozinhos passavam entre as mesas conversando com amigos. Ambos. Momentos separados. A noite que junta e separa, fez com que aqueles dormissem juntos. Acordaram juntos por ainda muito tempo. Estavam envolvidos, apesar da não ter certeza do que desejava do. Caminharam. Riram. Em um momento a viu que era possível se entregar, porque não? Avistou uma oportunidade. De ser feliz ao lado de alguém, de poder amar. Fez-se inteira quando antes eram cacos, entregou-se para receber abraços, não amou como se não houvesse amanhã, acreditava que o amanhã de abraços cúmplices estava próximo. Preparou-se para o. Compromissos agendados afastaram. Mas a certeza do nos achamos estava inteiro. Abriu-se uma cratera no chão, a foi quase engolida, massacrada. Perdeu por todos os lados que poderia. Mas ainda sim, a certeza do, aquele que a fez sorrir e acreditar de novo, estava presente. Não, não estava. De um outro ângulo, uma, a que de intenso virou segurança, surgiu para aliviar as dores da primeira que serviu como suporte a dor da decisão, que nunca foi plena. Essa, uma daquelas que nunca está satisfeita, de suporte passou a terremoto, chegou e destruiu. Entretanto, aquele sentimento pela primeira jamais havia desaparecido. Eles são assim, passíveis de desentendimentos internos, dúvidas eternas, e atitudes descabidas. Mas a primeira...ela sempre soube do seu poder. Sempre. As portas abriram de novo, uma outra a, aquela, a primeira do texto, chegou. E com novos problemas, histórias de um novo mundo, responsabilidades, preguiças...Dá preguiça começar tudo de novo. Dá preguiça assumir, quem sabe, família. Dá preguiça trocar o certo pelo duvidoso. Preguiça anda de mão dada com o egoísmo e o comodismo. Essa puta que te destrói. Bom mesmo é se divertir. Qualquer atitude que divirta. Mas tem que seja mais esperto que você, e fará dessa diversão um salto, uma oportunidade de negócios. Benvido ao século XXI. A preguiça se dá bem com a cama, sempre. Sem compromisso, deite e aproveite. E de repente, aquela vida que estava com emoção demais, pelo menos uma mudança que deveria ser importante, acontece ,e tudo o que a pensa, ops! Ralo. E no meio do turbilhão de emoções, a vê-se como denguinho...não, recompensa pelo tempo perdido. Lembrando que recompensas não são pra sempre. Tem prazo. Pode durar muito, depende do investimento. E assim passou. Sem respeito mostra-se a verdade. Sem comprimosso, faz-se do outro escada, sem, acaba.
Acabou com o que pode ser maior. Os externos receberam a mensagem e transmiteram: primeira é a maior. A maior na certeza de que lá estará sempre, sempre esteve, não há risco. A não se arrisca, espera, curte, dispõem-se. Para quem se trata como prioridade,assim é cômodo.
Em um momento a terra abre um buraco, e você fica se equilibrando: ou cai ou salva-se. Forças externas nos movem em ambas as direções, um equilíbrio desumano. O vento sopra de um lado tentando fazê-la cair pela colina, suas reações direcionam o lado da queda. Mas a tal, a queda, é inevitável. Levante-se.
C.L.: “uma história que ouvi por ai”.
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