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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Vale um texto

título oriundo do momento de banho, aliás, no qual normalmente crio minhas teorias)

Uma garrafa que não abre intencionalmente, aberta para saudar a chega ao céu de mais um personagem. Existem pessoas, e OS PERSONAGENS. Esse personagem de hoje, melhor os personagens de hoje, me fazem reavaliar algumas coisas, mas também promoveram copos, cigarros e sim argumentações.
A liberdade de escrever e só quem tem interesse lê, não tem preço.

Ok, voltamos. Garrafa aberta, uma trilha sonora, e não estamos produzindo nem sons se quer ruídos. Mas há tempos em que esses começam, e ficam profundos, talvez densos, muitas vezes sarcásticos, e no final, pensativos. Copo, gelo, música. Em algum momento, cósmico, inicia-se a discussão, várias milhões, resumirei. Sobre o outro, que nem aqui está para se defender. Sujo? Não. Afinal fazemos isso o tempo todo, faço. Nomes, enredos, mini histórias. Ok, compreendo, e começo a me transformar na advogada do diabo. Ele não sabe o que quer, pra onde vai e como vai. Uma viagem, e ai? E você? Há tantos anos neste mundo sabe o que quer? Isso é assunto para o próximo ano. ENCERRAMOS O PRIMEIRO BLOCO SEM,CLARO, UMA RESPOSTA. Ninguém me perguntou o que eu quero. Advogando, diabolicamente, a favor do mundo. Voltamos às discussões socialmente-políticas-por-que-afinal-eu-tenho-mais-conhecimento-que-você –de-onde – você-é-mesmo? E continua. Naquele dia, não, ele não estava feliz no local, com nada, e todo aquele problema da semana, e nós no bar, no qual não podíamos fumar. Em uma atitude de rebeldia, ele jogou fora a guimba do cigarro no copo, e eu disse: mas isso é uma atitude desprezível, REPUGUINANTE. Que falta de educação. E ele responde: já fiz pior que isso. Ele – agressivo, alguns drinks a mais, uma impotência infinda, tolido, perdido, morte. O outro: mas o quê? Enfim, na noite, claro, não acabou ai. Voltando ao presente, respondo: Ok, voltamos a discussão do RESPEITO, certo? Right! Então, da mesma forma que você não aprovou a atitude, certo? Eu também não. Mas vamos pensar por outro ponto de vista: quando eu vou usar o seu escritório, para internet, preciso limpar tudo, colocar coisas em ordem (limpar, assim, achando subentendido), para poder usar. Isso não cabe comparação. O que ele fez é sujo, as pessoas vão beber naquele copo. Ops! Ninguém vai limpar????? Hummmm..... Mas arrumar papéis é diferente. Você realmente acredita que sãos só papéis? Dentre outras coisas, você dá descarga com a tampa levantada, jogando bactérias para todos os cantos! É verdade? Aprendendo. Mas só isso? De nada adiantou o que eu disse????
O que é difícil em ver que a rebeldia de um é a mesma do outro dependendo do ponto de vista de cada um? Eu jogo guimba de cigarro em copo, vou lavar, isso não é pecado. Agora manter uma casa inteira suja (yessssssssssssss dirty!!!) sapatos jogados, camisinha na banheira de uso comum, papéis higiênicos que você não sabe muito bem a utilização (!!!)em cima da mesa do escritório, enfim, bagunça, é muito diferente disso. Não, não acredito, não concordo. Olhe a vida por um outro olhar. Não, pra ele infelizmente não é possível.

O assunto continua. Papos, copos, música. Uma certa impaciência minha em agüentar soberania cultural inútil.

Mas você viu o que está acontecendo no MEU país? Pessoas acham que eu estou conservador. Pense que mudar de opinião é conseqüência de mudar atitudes internas. Hummmm.... Mas eu preciso falar sobre isso, e apenas disse, I don´t know. Pelo menos você disse algo. Precisa pensar. O mundo está em movimento de libertação, mudanças. Ok. Mas estou falando do meu país, onde essas coisas não acontecem. Essas coisas só não acontecem na Suíça. Hummm. Você já falou das dificuldades dos outros em encontrar os próprios caminhos, por não estarem abertos a mudanças de percursos, talvez porque essas pessoas tenham medo de ser assim, easygoing like you. Eu não sou assim. Sou agressiva, nervosa, tensa, mas estou tentando mudar, tenho metade do caminho andado, já percebo o que sou, e lá, ele, também, auto – analise, isso é muito gratificante. Hummmm.. Sabe, tenho dificuldades com esse orgulho de ser de algum lugar. Quando você chegou aqui falou muito, nós, brasileiros, fazemos isso, ou aquilo. Pois é, fazemos, e eu sou assim. Mas você are a such england. E eu tenho que respeitar o que você é. E você a mim. Mas acredito que hoje falamos assim porque sempre fomos tão mal vistos pelo mundo, apenas as gostosas do samba, bando de piranha, incapazes, bandidos. Quando hoje consigo ver a evolução, eu tenho muito orgulho, sim. E você, por favor, é extremamente de onde veio, can you see that? Não, eu não tenho esse orgulho... Mas deveria. Do que adianta fugir de onde a gente vem, se vem conosco? A essência, my dearling, tá na criação. Não por ser filho de militar, ele, aquele lá do início da conversa é como é, aquilo, é o que ele é. Você também pertence a uma família de militares, e hoje, com a idade que tem espera dinheiro da mãe... E esse é o medo que temos. Ser assim. Como você. Ah, você não acha que o Brasil é bunda, carnaval e violência? Mas claro que não. Você se quer deu ao trabalho de saber quem nós, gentinha, somos. Se hoje falo o que fazemos e gostamos ou o que culturalmente fomos doutrinados, é para que você amplie seus conhecimentos. Jamais falaria isso. Eu não como comida de outro país? Nunca! (pior alguém que vive há 5 anos em um lugar no qual a língua oficial é o português e apenas emite sons)Estou totalmente aberta às mudanças. E ele, também. Só precisamos cada, de tempo para refletir sobre cada pessoa, palavra e atitude que tivemos. Quando eu falo tudo isso, falo alto que para meu inconsciente ouvir. Repito pro outro e pra mim.

O que você sabe de onde e como eu venho? E a sua capacidade de ouvir? O que você sabe de onde ele veio? Faz parte da pauta a vida alheia por que você não pode ser. Afinal tens uma vidinha tão capitalista – conservadora – dinheiro- na – conta – toda- mês. Se assim fosse, o que estaria eu a fazer aqui? Mom is working, for u baby. Let me wired some Money for your crazy nights… Que se foda meu inglês. E assim você segue sua vidinha medíocre e ainda compara aos.

Mais um copo, mais um monte veja a si mesmo, e uma saída. Pessoas desesperam-se diante da falha. Eu sei.

C.L.: uma conversa entre culturas distantes, uma aberta, ou fechada. Aproveita-se dos sabores locais escondendo o prazer. Por quê?História confusa, é isso. Sem revisão, com emoção.
10/08/2011

Um comentário:

  1. Minha querida, você anda intensa e reflexiva e gosto muito disso! Só pensadores conseguem ser capazes de se tornar pessoas mais humanas.
    Adoro vc por sua intensidade, verdade e inteligencia.
    Um beijo carinhoso na bochecha esquerda, no lado do coração.

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